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Temer cobra apoio de prefeitos para auxiliar no combate à violência

O clamor de Temer por apoio tem por objetivo garantir uma força conjunta necessária entre todos os entes federativos para combater o avanço da violência


Depois de pedir apoio de governadores para conter a violência, o presidente Michel Temer cobrou suporte de prefeitos para a mesma causa. Em cerimônia de entrega de 300 ambulâncias para municípios, em Sorocaba (SP), o emedebista sugeriu que os gestores municipais promovam encontros com a sociedade civil, além de representantes das três esferas do poder municipal para discutir mecanismos de combate à criminalidade.

O clamor de Temer por apoio tem por objetivo garantir uma força conjunta necessária entre todos os entes federativos para combater o avanço da violência. Para o presidente, essa é uma tarefa não apenas da União, mas também dos estados e dos municípios. ;Aproveito aqui para pedir aos prefeitos, vereadores, a todos. Façam reuniões nas suas cidades, especialmente onde houver problemas de drogas, que, hoje, lamentavelmente alcança todos os municípios;, disse.

A sugestão de Temer é que prefeitos e vereadores também convoquem juízes, promotores, delegados e comandantes da Polícia Militar para as reuniões. ;E digam: olha, vamos organizar aqui mutirões e vamos combater a insegurança;. Usa aí o disque denúncia, etc. Essa é a grande pauta do país com vistas a trazer segurança ao povo brasileiro;, destacou.

Para a próxima semana, Temer também deve voltar a pedir apoio de novos prefeitos. O governo espera contar em Brasília com a presença de gestores das capitais e de regiões metropolitanas, em reunião para traçar diretrizes e medidas de coordenação com as forças de segurança municipais. Uma proposta que o governo federal pretende levar aos prefeitos é a utilização da Guarda Municipal para cuidar de crimes de baixo impacto. No país, esse contingente, de mais de 90 mil servidores, tem como atribuição proteger patrimônio, bens e serviços das prefeituras.

A sugestão do ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, é que eles cuidem de problemas mais simples, como uma briga ou um furto. ;Na medida em que assumissem esses crimes, liberariam as polícias para cuidar de crimes de alto impacto, como homicídios;, destacou o auxiliar, em coletiva de imprensa na quarta-feira (28/2).