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Correio Braziliense

Marun contra-ataca decisões da PGR e do STF em defesa a Temer

As decisões dos ministros e de Dodge fazem o governo lembrar as medidas que resultaram no encaminhamento das denúncias contra Temer ao Congresso Nacional


postado em 08/03/2018 17:47

(foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)

 
O ministro-chefe da Secretaria de Governo, Carlos Marun, contra-atacou os recentes ataques sofridos pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Em críticas veladas, o articulador político do governo federal declarou que decisões adotadas pelas instituições ao longo dos últimos dias não afastarão o Palácio do Planalto de atingir o objetivo de combater o crime organizado. 
 
Na última sexta-feira (2/3), o ministro Edson Fachin, do STF, aceitou pedido da procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, e incluiu Temer em um inquérito que investiga um suposto pagamento de propina pela Odebrecht em troca de favorecimento em concessões no setor aéreo, em 2014. Outra medida que enfureceu Temer foi a quebra do sigilo bancário, por decisão do ministro Luís Roberto Barroso, da Suprema Corte, acatando pedido da Polícia Federal (PF).
 
As decisões dos ministros e de Dodge fazem o governo lembrar as medidas que resultaram no encaminhamento das denúncias contra Temer ao Congresso Nacional. O resultado disso levou o presidente a ter que mobilizar a base a arquivar os processos na Câmara dos Deputados em duas ocasiões. E teve como consequência  perda de apoio no Parlamento para votar a reforma da Previdência.
 
Reviver mais um cenário de turbulência política é o que o governo pretende evitar a todo custo. “Tenho, para mim, por exemplo, que, se hoje o Brasil não tem uma situação muito melhor, foi em função de flechas que nos levaram a não realizar a necessária modernização da nossa Previdência. Não vamos permitir que, agora, outras flechas venham a nos obstaculizar esse e neste outro momento que é prioridade do governo”, declarou Marun. 
 
As prioridades ressaltadas por Marun fazem referência ao combate à violência. “Temos a prioridade de fazermos que o cidadão brasileiro viva em ambiente de maior segurança. A guerra contra o banditismo é nossa prioridade.Não vamos permitir que atitudes diversionistas, como essa, nos afaste do nosso rumo e do nosso objetivo”, disse o articulador político. 

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