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Correio Braziliense

Mulher lamenta morte de motorista no RJ: 'Pai amoroso e marido maravilhoso'

De acordo com a viúva, o motorista fazia bico para sustentar família. Ele dirigia o carro da vereadora Marielle Franco quando foram alvo de diversos tiros


postado em 15/03/2018 12:22 / atualizado em 15/03/2018 13:35

Motorista da vereadora Marielle foi assassinado no carro com ela (foto: Reprodução/Facebook)
Motorista da vereadora Marielle foi assassinado no carro com ela (foto: Reprodução/Facebook)

 

 

A mulher do motorista Anderson Pedro Gomes, de 39 anos, que dirigia o carro da vereadora Marielle Franco (PSol) e também foi assassinado na noite dessa quarta-feira (14/3), afirmou que o marido era um "homem maravilhoso". Em entrevista ao "Bom Dia Rio", da TV Globo, a viúva falou que vive "um momento horrível".

 

O motorista estava desempregado e trabalhava fazendo bico. O velório de Gomes está marcado para 13h na Câmara Municipal do Rio, pela entrada da rua Alcindo Guanabara. O enterro será às 16h no Cemitério de Inhaúma, na zona norte do Rio.

 

"Anderson era uma pessoa muito boa, ele ajudava todo mundo no que ele pudesse. Um pai muito amoroso, um marido maravilhoso. E, como muitos nesse estado atual, fazendo bico pra tentar sustentar a família", afirmou.

 

Gomes era casado com Ágatha Arnaus e tinha um filho, Arthur, de apenas um ano e 10 meses. Julia Arnaus, irmã de Ágatha, lamentou o assassinato e disse que o motorista era "um excelente pai". "Ele era maravilhoso. Era demais. Bom pai, excelente pai", afirmou à reportagem.

 

Julia usou as redes sociais para protestar contra o assassinato do motorista. "Mais uma vida ceifada,arrancada ,assassinada, país de impunidade, país em que um pai de família sai de manhã pra trabalhar e não volta", escreveu. Segundo ela, o motorista era "um ser de luz amado por todos." 

 

"Agora sobra a família, mais um filho que cresça sem pai, mais uma mãe que enterra seu filho mais uma esposa que enterra seu marido", afirmou. "Descanse em paz grande homem! Homem de luz você é e sempre vai ser".


 

Ver galeria . 8 Fotos A vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco, do PSOL, foi morta a tiros na noite de quarta-feira (14/3), dentro do carro em que seguia para casaMauro Pimentel/AFP
A vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco, do PSOL, foi morta a tiros na noite de quarta-feira (14/3), dentro do carro em que seguia para casa (foto: Mauro Pimentel/AFP )
 

 

Ao G1, a viúva disse que não sabe como irá explicar a morte do marido para o filho. “É difícil pensar como vou ficar agora sem ele. Como vou explicar isso para o meu filho? A revolta existe, mas a dor é maior. Estamos imersos nisso que está acontecendo. Estamos nos acostumando. Como dizem, é mais um. São várias pessoas nessa mesma situação no Rio de Janeiro", lamentou Agatha ao sair do Instituto Médico Legal (IML) na manhã desta quinta-feira (15/3).

Mortes no Centro do Rio

A primeira linha de investigação da polícia é que o assassinato de Marielle Franco e do motorista tenha sido uma execução. O carro onde eles estavam foi alvejado ao menos nove vezes, sendo que 4 desses tiros acertaram a vereadora na cabeça.

 

A Polícia Civil do Rio acredita que os assassinos seguiram a vereadora Marielle Franco (PSOL) desde o momento em que ela saiu do evento onde estava na Lapa, no Centro do Rio. Ela pode ter sido perseguida por cerca de quatro quilômetros.

 

Com infornações da Agência Estado 

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