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Correio Braziliense

Governo anunciará reforma ministerial na primeira semana de abril

Nesta quinta-feira, as negociações atravessaram boa parte da agenda matutina do presidente Michel Temer


postado em 22/03/2018 19:12

As discussões em torno da reforma ministerial estão evoluindo. Na primeira semana de abril, o presidente Michel Temer deve anunciar a nova composição dos auxiliares que chefiarão os ministérios. Nesta quinta-feira (22/3), as negociações atravessaram boa parte da agenda matutina do chefe do Executivo federal. No Palácio do Jaburu, o emedebista recebeu os ministros-chefes da Casa Civil, Eliseu Padilha, da Secretaria-Geral, Moreira Franco, e da Secretaria de Governo, Carlos Marun. O ministro dos Direitos Humanos, Gustavo Rocha, também participou da reunião. 

Por hora, ainda não há nenhuma definição. Marun afirma não haver, por exemplo, garantias de que secretários-executivos serão, ou não, ministros. “O que está desenhado são diálogos com os partidos que estão no comando dos ministérios”, afirmou. O momento, alerta o auxiliar, é de pedir sugestões, e não bater o martelo em uma indicação já definida. “Estamos pedindo sugestões de nomes. Não estamos pedindo aquela indicação. Para que o presidente decida aqueles com quem ele deseja contar no governo, exercendo suas funções de ministro. Não existe nenhum veto a secretários executivos, como, também, não existe nenhum encaminhamento que a maioria dos ministros sejam substituídos”, justificou.
 
Algumas saídas já são certas. O ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP), e o ministro dos Transportes, Maurício Quintela (PR), devem passar a Páscoa fazendo campanha política nos respectivos estados de origem, disse Marun. “A partir da semana que vem teremos sinalização de que alguns ministros já querem passar a Páscoa fazendo campanha. Então, isso pode nos levar a uma aceleração em relação à definição dos nomes, ou pode fazer com que sejam interinamente substituídos e que, ao fim do prazo, de uma única vez, anunciemos a reforma ministerial. Mas o formato (da reforma) não está desenhado”, explicou. 

O articulador político confirmou que o presidente nacional do DEM, o prefeito de Salvador, ACM Neto, procurou o governo sinalizando a vontade por manter o ministério da Educação sob a gestão da sigla. Atualmente, a pasta é comandada pelo ministro Mendonça Filho. O gesto foi recebido pelo governo com bons olhos. “Neste momento, o DEM é um partido que faz parte da base, que deseja continuar”, enfatizou Marun.

Nada impede, no entanto, que outra substituição seja feita, caso o DEM corte relações com o MDB na corrida eleitoral. O partido vem reiterando que a pré-candidatura do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (RJ), não é de governo, nem de oposição. Marun evita, entretanto, detalhar como seria essa troca após a reforma ministerial. “Mesmo com pré-candidatura, (o DEM) se mantém no governo. Até o momento em que nós tivermos definida a candidatura (do governo)”, disse.

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