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Correio Braziliense

Meirelles decide deixar a Fazenda e se apresenta como alternativa a Temer

Ministro deve se filiar ao MDB, dando ao partido uma opção interna caso o projeto de reeleição do presidente Michel Temer não decole


postado em 26/03/2018 14:11 / atualizado em 26/03/2018 15:08

O presidente Michel Temer e Henrique Meirelles(foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
O presidente Michel Temer e Henrique Meirelles (foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, deve deixar a pasta na próxima semana para poder concorrer à Presidência da República. O líder da equipe econômica deve se desfiliar do PSD e ir para o MDB, sigla do presidente da República, Michel Temer. Pela legislação eleitoral, o ministro precisa sair do cargo até 7 de abril.

Meirelles sai do ministério mesmo sem a certeza de que será o candidato governista. O  presidente Temer ainda é o mais provável nome do MDB para a disputa eleitoral. O plano do partido é ter Meirelles como uma opção caso a candidatura de Temer não vá adiante. Segundo a Agência Estado, Temer confirmou a saída de Meirelles da Fazenda, o que já gera movimentações para a escolha de seu sucessor.

Em entrevista à revista IstoÉ, no fim de semana, Temer disse que seria uma "covardia" se ele não disputasse a reeleição. Ele apontou que Meirelles tem "todo o direito", mas indicou que buscaria um acordo. "Este é um governo de diálogo. Nós vamos conversar muito", disse.

Mesmo não sendo o plano inicial, Meirelles poderia, ainda, ser o vice na chapa de Temer. Apesar de ambos terem índices baixos de intenção de votos (menos de 5%), pesquisas indicam que o ministro teria o diferencial de ter recursos para financiar a campanha. Sabendo que poderia ser a última chance de ser presidente, Meirelles, que tem 72 anos, deve apostar suas fichas em 2018.
 

Sucessão na Fazenda

Com a saída de Meirelles da pasta, os nomes mais fortes para a substituição do ministro são o do secretário-executivo, Eduardo Guardia, e o secretário de acompanhamento fiscal, Mansueto Almeida. O último disse que não tem informação sobre as mudanças e que nunca conversou sobre política com o atual ministro. Dos dois, Guardia seria o mais cotado.

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