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Correio Braziliense

É preciso analisar o que a população espera, diz Meirelles sobre eleição

Meirelles deve anunciar a sua desfiliação do PSD para ir ao MDB, o mesmo partido do atual presidente Michel Temer


postado em 26/03/2018 16:47

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, alegou que considera concorrer a Presidência da República, mas que é preciso olhar a questão eleitoral e do que quer a população, “visando evitar que ocorram resultados negativos para o país”. Ele ressaltou que deve anunciar no início da próxima semana se deixa a pasta para disputar o pleito.

As declarações foram dadas pelo ministro na tarde desta segunda-feira (26/3), após ele participar do evento “Tá na mesa”, da Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande do Sul (Federasul). Meirelles deve anunciar a sua desfiliação do PSD para ir ao MDB, o mesmo partido do atual presidente Michel Temer. Apesar de ter interesse em encabeçar a chapa, o líder da equipe econômica deve ser colocado como vice-presidente, se for participar das Eleições. 

“Não há dúvida que eu e o presidente Temer estamos trabalhando juntos aí nesse projeto e estamos tirando o Brasil aí dessa recessão tão forte”, avaliou Meirelles, destacando que já vou convidado em duas ocasiões em anos anteriores para ser vice-presidente. “Naquelas oportunidades eu decidi não aceitar, mas vamos aguardar o meu projeto de ser ou não ser candidato e tomar as decisões no momento adequado”, afirmou. 

De acordo com ele, nada está decidido, mas que há conversas bastante “adiantadas e avançadas de alinhamento de opinião. Meirelles elogiou que o MDB está redigindo a segunda etapa da “Ponte para o Futuro”. “Eu tenho grande convergência do que está sendo estruturado para o programa do partido”, disse. 

Ele apontou que não é momento para dizer se vai escolher o MDB ou o PSD, mas destacou que a segunda sigla está num “outro projeto” que não deve ter um candidato próprio à Presidência. “O importante é evitar uma má solução para o país”, enalteceu Meirelles. 

O ministro afirmou que é ele vai manter a coerência e ter uma “linha de ação” com tudo aquilo que já pensa e faz. Por isso, enalteceu que o partido que se filiar precisa ter a “mesma” visão que ele. 

O líder da Fazenda alegou, porém, que há outros partidos interessados, como o próprio PSD, mas não fez elogios ao programa de sua sigla como fez do MDB. Meirelles declarou, porém, que as decisões de troca de legenda e candidatura serão feita apenas no início da próxima semana e que não quer tomar medidas precipitadas.

Chapa governista


O ministro precisa sair do cargo até dia 7 de abril para disputar o pleito. Meirelles deve sair do Ministério mesmo sem a certeza de que será o candidato do atual governo. O próprio presidente é o mais provável para a disputa eleitoral. O líder do Executivo afirmou, durante entrevista à Revista IstoÉ, que seria uma “covardia” se ele não disputasse à reeleição. Ele apontou que Meirelles tem “todo o direito”, mas indicou que irá buscar um acordo. “Este é um governo de diálogo. Nós vamos conversar muito”, disse à revista.

Com a saída de Meirelles da pasta, os nomes mais fortes para a substituição do ministro são o do secretário-executivo, Eduardo Guardia, e do secretário de acompanhamento fiscal, Mansueto Almeida. Meirelles disse que seria “injusto” com o possível indicado afirmar qual seria o nome agora, pois ainda pode decidir ficar na pasta ainda. “Seria desagradável, para dizer o mínimo e seria incorreto para o país”, disse. 

Ele defendeu que tem uma equipe excepcional e altamente qualificada. “Com diversos secretários que são altamente qualificados para exercerem a função (de ministro) com tranquilidade”, disse Meirelles.  

Mansueto disse que não tem informação sobre as mudanças e que nunca conversou sobre política com o atual ministro. Dos dois, Guardia seria o mais cotado. O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, também é um dos cotados, mas a equipe da Fazenda não vê com bons olhos. 


Pesquisas desfavoráveis


Assim como Temer, Meirelles tem índices baixos para ser eleito em 2018. Segundo as pesquisas de intenção de votos, ele não supera 5% do eleitorado. Durante suas entrevistas, o ministro vem minimizando os números e apontou, no Rio Grande do Sul, que encomendou uma série de pesquisas qualitativas, em que avaliam “o que as pessoas estão esperando” do candidato. 

Recuperação em curso


Meirelles voltou a defender, em sua visita ao Rio Grande do Sul, que o Brasil está crescendo e criando empregos. A expectativa da equipe econômica é de que o Produdo Interno Bruto (PIB) termine 2018 em 3%. Também há a projeção de 2,5 milhões de empregos. 

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