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Correio Braziliense

Baldy discutirá com Temer se deixa Ministério da Cidades por eleição

Ministro afirmou que discutirá sobre sua desincompatibilização para concorrer no pleito de outubro até o fim do prazo exigido na lei eleitoral


postado em 27/03/2018 13:32

O ministro da Cidades é deputado federal licenciado por Goiás(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)
O ministro da Cidades é deputado federal licenciado por Goiás (foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)


O ministro das Cidades, Alexandre Baldy (PP), afirmou nesta terça-feira (27/3) que ainda não decidiu se disputará as eleições deste ano, o que pode fazer com que seu cargo entre na próxima reforma ministerial.

Baldy afirmou que discutirá sobre sua desincompatibilização para concorrer no pleito de outubro até o fim do prazo exigido na lei eleitoral, o dia 7 de abril. "Estaremos dialogando até o dia 7 de abril com o presidente (Michel Temer)", afirmou Baldy em entrevista no Palácio do Planalto.

Quando Baldy assumiu a pasta, na reforma ministerial promovida no fim do ano passado pelo presidente Temer, o Planalto exigia dos novos ministros que ficassem no cargo até o fim do governo.

O ministro Carlos Marun (Secretaria de Governo), por exemplo, tomou posse anunciando que abriria mão de concorrer a um novo mandato. Baldy, porém, negou agora ter se comprometido a permanecer na Esplanada. "Esses entendimentos foram fatos colocados pela imprensa", disse. Apesar disso, o ministro havia afirmado a jornalistas antes que não tinha interesse eleitoral e que descartava uma candidatura neste ano.

O ministro da Cidades é deputado federal licenciado por Goiás. Ele pode disputar um novo mandato na Câmara ou um cargo majoritário. 

Baldy vem cumprindo uma intensa agenda de viagens pelo País, com destaque para municípios de Goiás, e promovendo eventos públicos de anúncios de dinheiro para obras do ministério, um dos mais cobiçados da Esplanada por causa dos recursos direcionados pelo fundo do FGTS, gerido pela Caixa Econômica Federal. "Nós estamos acelerando essa agenda para promover investimentos, mas nada tem a ver com o calendário político-eleitoral", disse o ministro.

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