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Correio Braziliense

Dias Toffoli concede prisão domiciliar a Paulo Maluf

Ex-deputado passou mal durante a noite e teve que ser levado as pressas para o hospital


postado em 28/03/2018 17:49 / atualizado em 28/03/2018 18:12

Aos 86 anos de idade, Maluf, tem câncer na próstata e toma remédios para problemas cardíacos(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
Aos 86 anos de idade, Maluf, tem câncer na próstata e toma remédios para problemas cardíacos (foto: Ed Alves/CB/D.A Press)


O ministro Dias Toffoli concedeu o direito à prisão domiciliar ao ex-deputado Paulo Maluf. Ele estava preso no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. O detento passou mal no fim da noite de quarta-feira (27/3). De acordo com pessoas ligadas à família, ele teve uma crise nervosa ao saber que seu pedido para cumprir a pena em casa não seria analisado pelo ministro antes da Semana Santa. Ele foi hospitalizado e continuava internado ate a última atualização desta reportagem, sem previsão de alta. Maluf deve ir direto para casa quando for liberado pela junta médica.

Aos 86 anos, Maluf, tem câncer na próstata e toma remédios para problemas cardíacos. O ex-parlamentar passou por uma perícia médica, que avaliou do quadro de saúde dele. A direção da Papuda havia informado à Justiça que a unidade tem estrutura para prestar atendimentos ambulatoriais e de emergência a todos os detentos.

No entanto, informações levantadas pelo Correio, revelam que após às 16h não há profissional de saúde disponível para atender os internos do complexo prisional. Pela decisão do STF, Maluf deve ficar dia e noite dentro de casa e não tem autorização para sair sequer aos fins de semana. 

O deputado foi condenado a sete anos, nove meses e dez dias de prisão. De acordo com o Ministério Público, Maluf movimentou dinheiro desviado da Prefeitura de São Paulo em contas abertas no exterior. Ele cumpriu parte da pena no Bloco V do Centro de Detenção Provisória (CDP) do complexo prisional.

Em uma denúncia apresentada em 2004, os procuradores afirmaram que os valores desviados da obra de uma rodovia foram enviados para as Ilhas Jersey, no Canal da Mancha. De acordo com a investigação, ao menos U$ 15 milhões foram encontrados nas contas ligadas ao político entre 1993 e 1996.

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