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Correio Braziliense

Rossi diz que sua prisão não tem justificativa plausível

O ex-ministro da Agricultura Wagner Rossi foi detido em Ribeirão Preto, é um dos alvos da Operação Skala, que é realizada no âmbito do inquérito que apura irregularidades no Decreto dos Portos


postado em 29/03/2018 16:03

(foto: Valter Campanato/ABr)
(foto: Valter Campanato/ABr)

 
O ex-ministro da Agricultura Wagner Rossi chegou na tarde desta quinta-feira, (29/3), à sede da Polícia Federal em São Paulo, onde cumprirá prisão temporária. Rossi, que foi detido em Ribeirão Preto, é um dos alvos da Operação Skala, que é realizada no âmbito do inquérito que apura irregularidades no Decreto dos Portos. 

Rossi, que foi diretor-presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo, estatal administradora do porto de Santos, afirmou que a prisão é injustificada, porque, na época da edição do Decreto dos Portos, ele já tinha saído da Codesp há 15 anos. O inquérito também envolve o presidente Michel Temer. 

"Fui chamado para falar de um assunto que não é da minha alçada que é o Decreto dos Portos. Eu tinha saído 15 anos antes da Codesp e, portanto, não tenho nada a ver. Já respondi a 74 perguntas. E, naturalmente, como procedimento do Judiciário é dessa maneira, vamos cumprir e respeitar."

Segundo o ex-ministro, ele foi preso porque essa é a "orientação" atual do Judiciário. "Antigamente, você era chamado para dar declarações."

O Decreto dos Portos foi assinado em 2017 por Temer e supostamente teria beneficiado a empresa Rodrimar, que atua no Porto de Santos.

Além de Rossi, também foram presos na operação o advogado José Yunes e o ex-coronel da PM João Batista Lima, amigos pessoais de Temer, e Milton Ortolan, braço direito de Rossi. O único que ainda não está na PF é o ex-coronel, que passou mal e foi levado para o hospital. Ortolan chegou antes das 8 horas na sede da PF. No começo da tarde, foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) para fazer o exame de corpo delito, e voltou por volta das 14 horas.

As medidas foram solicitadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e determinadas pelo ministro Luís Roberto Barroso, relator do inquérito no STF. A PF cumpre os mandados, mas está impossibilitada pelo Supremo de falar sobre o caso. 

Durante a manhã, diversos carros da PF chegaram com malotes e computadores. A perspectiva é que as diligências não se encerrem rapidamente. Todos os cinco detidos no Estado de São Paulo cumprirão prisão temporária na sede paulista da PF.

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