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Correio Braziliense

Em posse de novos ministros, Temer defende separação entre poderes

Veladamente, Temer não se limitou a criticar a autorização da Operação Skala pelo ministro Luís Roberto Barroso


postado em 02/04/2018 13:22

Temer durante posse(foto: Reprodução/Twitter Michel Temer)
Temer durante posse (foto: Reprodução/Twitter Michel Temer)
 
 
O governo federal continuará atuando com “toda a energia”. Mesmo sob a mira da Operação Skala, o presidente Michel Temer mostrou confiança de que a atual gestão dará a continuidade à administração. Sem citar nomes, frisou, nesta segunda-feira (2/4), em discurso de posse dos novos ministros da Saúde e dos Transportes, Gilberto Occhi e Valter Casimiro Silveira, respectivamente, que “preserva as instituições” e defende a “separação entre poderes”. A cerimônia ainda empossou o novo presidente da Caixa Econômica Federal, Nelson Antônio de Souza.

Veladamente, Temer não se limitou a criticar a autorização da Operação Skala pelo ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF). O entendimento dele, que teve o sigilo bancário quebrado pelo período entre 1º de janeiro de 2013 a 30 de junho de 2017, é de que um presidente da República não pode ser investigado por atos estranhos ao exercício da função cometidos antes do mandato. O governo usa a Constituição Federal para sustentar essa avaliação. 

Em discurso, Temer ressaltou que a Constituição prevê o Brasil como um Estado democrático de direito em que todos devem ser servos à Carta Magna. “A ênfase que se deu foi a ideia e a mensagem que todos somos servos da Constituição. Conduza-se pelos termos desta Constituição e não saia dela. Pois sair dela é desguiar-se dos propósitos democráticos de direitos”, disse. E destacou que os novos ministros e o novo presidente da Caixa seguirão tais preceitos. “E, com isso, o Brasil prosseguirá”, acrescentou.

A Operação Skala foi desbaratada na quinta-feira (29/3). As investigações apuram suspeitas em torno de doações eleitorais irregulares feitas a Temer pelo Grupo Libra, empresa especializada em logística portuária. A suspeita da PF é de que o chefe do Executivo federal tenha sido beneficiado em troca de supostos favorecimentos a companhias portuárias por meio da assinatura do chamado Decreto dos Portos.

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