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Correio Braziliense

MBL e Vem Pra Rua vão à Esplanada pressionar STF por prisão de Lula

Segundo a organização, cinco mil pessoas são esperadas no ato de hoje


postado em 03/04/2018 16:02 / atualizado em 03/04/2018 16:10

A um dia do julgamento do habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo Supremo Tribunal Federal (STF), grupos contrários ao petista vão à Esplanada dos Ministérios a favor da prisão após condenação em segunda instância. Lula foi condenado a 12 anos e um mês de cadeia no caso do tríplex do Guarujá. 

 

O Movimento Brasil Livre (MBL), o Limpa Brasil e o Vem pra Rua estão entre os organizadores do protesto. A concentração dos grupos começou por volta das 15h, no Museu Nacional e manifestantes pretendem marchar até a Alameda dos Estados, acompanhados da Polícia Militar, por volta das 17h.  "O STF vai ter que dizer se o crime compensa, porque ele não pode desfazer a lei para privilegiar apenas um", comenta um dos organizadores do protesto, Ricardo Noronha.

Segundo a organização, cinco mil pessoas são esperadas no ato de hoje. A previsão é que os manifestantes fiquem até às 22h na Esplanada dos Ministérios, e prometem que amanhã o movimento deve ser ainda mais forte. O trânsito no local está liberado, apenas a entrada para o Congresso Nacional foi bloqueada.

Julgamento no STF

 

 

O julgamento do pedido de habeas corpus apresentado pela defesa do ex-presidente Lula está marcado para acontecer na quarta-feira (5/4), no STF. O julgamento havia sido suspenso em 22 de março, após uma discussão preliminar do caso. Agora, os ministros decidirão se o petista poderá ou não responder em liberdade ao processo envolvendo a compra de um apartamento triplex, no Guarujá.

Lula foi condenado por unanimidade pela 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Caso o STF não acolha o pedido da defesa, o ex-presidente pode ocorrer a qualquer momento. Se perder amanhã, Lula ainda pode entrar com dois recursos, um especial junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e extraordinário no STF. No entanto, nenhum desses recursos evita, necessariamente, o cumprimento da pena. 

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