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Correio Braziliense

Grupos pró e contra Lula fazem manifestações em BH

Grupos se concentram na véspera do Supremo decidir sobre o habeas corpus pedido pela defesa do ex-presidente


postado em 03/04/2018 19:31

(foto: Ramon Lisboa/EM/D.A Press)
(foto: Ramon Lisboa/EM/D.A Press)

 
A noite desta terça-feira é marcada por manifestações favoráveis e contrárias ao ex-presidente Lula (PT), em Belo Horizonte. O petista terá, nesta quarta-feira, (4/4), o pedido de habeas corpus analisado pelo plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) para que ele não seja preso até que sejam esgotados os recursos apresentados para questionar a condenação de 12 anos e um mês por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, relacionada ao triplex, no Guarujá. 


Na praça Afonso Arinos, do alto de um carro de som, manifestantes se revezam no discurso a favor da liberdade do ex-presidente Lula e contra os ministros do Supremo Tribunal Federal. O grupo também está programando vigília a partir das 11h da manhã de amanhã para acompanhar a votação no Supremo, marcada para a tarde desta quarta-feira.

Diva Moreira, representante do movimento negro, não acredita que o STF vá conceder o habeas corpus ao petista. "Não dá para confiar nos juízes da Suprema Trapaça Federal. É uma casta de privilegiados que só está em busca de suas mordomias. Não têm compromisso com o povo brasileiro", disse. No local há também faixas com críticas ao juiz Sérgio Moro, responsável pela 13ª Vara Federal em Curitiba (PR).
 
(foto: Marcos Vieira/EM/D.A Press)
(foto: Marcos Vieira/EM/D.A Press)
 

Já na Praça da Liberdade, manifestantes defendem a prisão do ex-presidente Lula e pedem que o Supremo negue o habeas corpus que garantiria a liberdade do petista. Dois trios elétricos foram montados na praça, cada um em uma extremidade. Um do MBL e outro do Vem pra Rua. Os discursos são contra os ministros do STF e pela prisão de Lula amanhã. 

"Decidimos fazer essa manifestação contra a postura do STF que pode liberar os condenados em segunda instância. Se liberarem o Lula, vários criminosos terão que ser soltos", afirmou o estudante Ivan Hunter, coordenador do Movimento Brasil Livre, que organiza o evento.

Segundo os coordenadores, cerca de 2 mil pessoas participaram do ato na Praça da Liberdade. Muitos dos que estão no local vestem camisas da seleção brasileira de futebol e usam bandeiras do Brasil.

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