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Correio Braziliense

Apoiadores de Lula fecham rua e ocupam auditório de sindicato no ABC

Manifestantes fazem uma espécie de vigília desde ontem, em frente ao prédio em São Bernardo do Campo, onde Lula segue recluso com aliados e familiares


postado em 06/04/2018 12:32 / atualizado em 06/04/2018 14:08

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Manifestantes pró-Lula se reúnem em frente ao prédio do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Paulo Felipe Seffrin/Esp. CB (foto: Felipe Seffrin/Esp. CB )


Uma multidão de apoiadores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva segue, nesta sexta-feira (6/4), concentrada no entorno do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (SP), onde o petista se encontra e deve ficar até ser preso. A mobilização começou no início da noite de quinta-feira, em protesto contra o mandado de prisão expedido pelo juiz federal Sérgio Moro. Há uma expectativa por parte dos militantes de que o ex-presidente faça um discurso no local esta tarde.

Pela manhã, os manifestantes trouxeram um carro de som maior que o usado ontem e as pessoas continuam se aglomerando na entrada do prédio e na rua. Representantes de sindicatos dos professores, estudantes, do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), da Central Única dos Trabalhadores (CUT), da União Paulista dos Estudantes Secundaristas (Upes),  Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), entre outros, compõe o grupo.

(foto: Felipe Seffrin/Esp. CB/DA Press)
(foto: Felipe Seffrin/Esp. CB/DA Press)

Um dos apoiadores que acompanha a manhã de atos em favor do ex-presidente Lula é Gerson de Souza, 64 anos. Ele comenta que a Constituição Brasileira está sendo rasgada. "Onde está a mala de dinheiro do Lula? Não existe. Estão fazendo uma grande injustiça. Estive aqui nesse sindicato durante a ditadura e estão fazendo a mesma coisa de novo", reclamou.

Jose Benício das Neves, 60, conta que fez questão de ir ao protesto porque "Lula merece". "Ele foi o melhor presidente da historia do Brasil. O que está sendo feito é uma injustiça. Os políticos têm medo do Lula e querem prender ele de todo jeito, porque se ele se candidatar não tem pra ninguém", afirmou.

(foto: Felipe Seffrin/Esp. CB/DA Press)
(foto: Felipe Seffrin/Esp. CB/DA Press)
A mesma posição foi defendida por Eliete Franco, 53. "O que estão fazendo não é justo. Enquanto perseguem o Lula, todos os bandidos estão em Brasília. Não me conformo. Pela primeira vez tive vergonha de ser brasileira. Vou ficar aqui até o fim", lamentou. 
 
Centenas de pessoas também ocupam o auditório do prédio do sindicato, no terceiro andar, onde uma banda de percussão toca. Até por volta das 12h30 não havia qualquer indício de um discurso do ex-presidente, que segue recluso com apoiadores. No entanto, militantes se apressavam para finalizar um palco no local. Conforme a decisão de Moro, Lula terá até as 17h para se apresentar em Curitiba à Polícia Federal.

Vigília também em Curitiba

Enquanto aguardam uma definição do pedido de habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ), militantes do PT permanecem em vigília também na sede do partido, no centro de Curitiba. O clima na sede do PT é de tranquilidade. Muitas faixas de apoio a Lula e de críticas ao Judiciário foram colocadas na sede do partido pelos manifestantes.

Cercado de apoiadores

Em nota, o Comitê Popular em defesa de Lula e da democracia reafirmou que Lula passou a noite no sindicato, "rodeado de antigos e novos operários do ABC". "Lula fez questão de receber pessoalmente a solidariedade de milhares de pessoas. Às 3h dirigiu-se à janela, onde acenou aos manifestantes que não conseguiram adentrar a sede histórica. Depois dormiu no próprio sindicado. A partir das 7h, voltou a receber o apoio e solidariedade de grupos que se dirigem ao ABC".

 

O ex-presidente está cercado de amigos, dirigentes partidários, parlamentares e militantes, segundo o comitê, que afirma que ele recebeu apoio de diversos intelectuais e artistas.


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