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Correio Braziliense

Amigos de Temer viram réus em processo que envolvia o presidente

Justiça Federal em Brasília aceitou denúncia da PGR. Processo foi desmembrado, após Câmara barra investigação contra Temer


postado em 09/04/2018 21:58 / atualizado em 09/04/2018 22:12

(foto: Reprodução)
(foto: Reprodução)
 
A Justiça Federal em Brasília aceitou nesta segunda-feira (9/4) uma denúncia por organização criminosa contra o ex-assessor da Presidência da República José Yunes e contra o coronel aposentado João Baptista Lima Filho, que trabalhava na Polícia Militar do Estado de São Paulo. Ambos são amigos do presidente Michel Temer.

A denúncia, que também inclui outros aliados do emedebista, como os ex-deputados Geddel Vieira Lima, Eduardo Cunha, Rodrigo Rocha Loures e Henrique Eduardo Alves, foi apresentada em setembro do ano passado, pelo então procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Os quatro réus já estão presos por outros crimes. Apenas Rocha Loures cumpre prisão domiciliar.

Agora, todos eles serão investigados pelo crime de organização criminosa em um suposto esquema que negociava vantagens indevidas com empresas na Petrobras, na Caixa Econômica Federal e na própria Câmara dos Deputados. 

Inicialmente, os parlamentares foram denunciados pela PGR ao Supremo Tribunal Federal (STF) junto com o presidente Michel Temer. No entanto, no ano passado, a tramitação da denúncia contra Temer  foi suspensa por decisão da Câmara dos Deputados. Depois disso, o ministro Edson Fachin decidiu desmembrar o processo, enviando para a primeira instância as investigações contra os acusados sem foro privilegiado na Corte.

Operação Skala

Yunes, que é amigo de Temer há mais de 50 anos, chegou a ser preso no começo deste mês na Operação Skala, que apura um suposto esquema de corrupção envolvendo o Porto de Santos, em São Paulo. O presidente da República é suspeito de participar do esquema. Ele teria alterado o decreto dos Portos, responsável pela regulamentação e instalação das áreas portuárias no país, para beneficiar as empresas do setor em troca de propina.

O ex-assessor da Presidência — e outros oito presos na Skala — acabaram soltos dois dias depois, por determinação do ministro Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF) que, por sua vez, atendeu a um pedido formulado pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge.
 
Com informações da Agência Brasil 

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