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Correio Braziliense

Jungmann: Temer deve anunciar repasses a Estados para segurança

Jungmann considerou que a intervenção "caminha bem" e irá aos poucos aumentar a sensação de segurança entre os moradores do Rio de Janeiro


postado em 10/04/2018 17:51 / atualizado em 10/04/2018 17:57

(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

 
O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, disse nesta terça-feira, 10/4, que o governo pretende levar a intervenção federal no Rio de Janeiro até o último dia deste ano, embora o presidente Michel Temer (MDB) tenha, na época de lançamento da ação, cogitado encerrá-la em setembro se a crise na segurança no Estado estivesse resolvida.

"Não vejo hoje nenhuma intenção de fazer a suspensão, mas sim de levá-la até o último dia do governo atual, ou seja, até 31 de dezembro de 2018", disse o ministro em entrevista concedida durante visita a uma feira de armamentos, equipamentos e dispositivos de segurança organizada na zona sul da capital paulista.

Jungmann considerou que a intervenção "caminha bem" e irá aos poucos aumentar a sensação de segurança entre os moradores do Rio de Janeiro. "A intervenção está no caminho certo, que é de reformular e reestruturar as polícias, de não permitir nenhum tipo de politização das polícias e não admitir qualquer tipo de corrupção ou ligação ao crime organizado", declarou o ministro.

Após se reunir durante o evento com secretários de segurança pública, onde foi discutido um pacto de compartilhamento de informações e serviços de órgãos de segurança pública, Jungmann informou que o presidente Michel Temer pode anunciar na semana que vem repasses aos Estados para investimentos nessa área. Ele não antecipou, porém, quanto será liberado. "Nos próximos dias, vamos ter dinheiro novo para a segurança pública". 

Segundo ele, o governo, ao repassar os recursos, fará contratos de gestão com os Estados, que terão que apresentar resultados como, por exemplo, a redução de homicídios.

"O dinheiro já está resolvido. O problema agora é muito mais de burocracia, de elaborar a medida provisória, de consultoria jurídica, de ver decreto, de ver projeto de lei", assinalou Jungmann. "Eu espero que seja anunciado na próxima semana".

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