Publicidade

Correio Braziliense

Temer: "enquanto as pessoas protestam, a caravana do governo vai trabalhar"

Em reunião com equipe ministerial, presidente ressaltou feitos do governo na economia


postado em 12/04/2018 11:25 / atualizado em 12/04/2018 13:03

No encontro, que se configurou mais como um balanço das ações, Temer citou os avanços conseguidos até agora pelo governo(foto: Marcos Corrêa/PR)
No encontro, que se configurou mais como um balanço das ações, Temer citou os avanços conseguidos até agora pelo governo (foto: Marcos Corrêa/PR)
 
A reforma ministerial não mudará a forma de trabalho adotada pelo governo federal até então. E isso implica gerir a máquina sem se importar com críticas. Esse foi o tom adotado nesta quinta-feira (12) pelo presidente Michel Temer, na primeira reunião ministerial com os novos auxiliares, empossados na terça-feira (10). Em discurso, o emedebista disse que o Palácio do Planalto não vai se incomodar com “aqueles que querem dizer ‘não, não pode isso e aquilo’”. “Nós vamos em frente. Enquanto as pessoas protestam, a caravana do governo aqui vai trabalhando”, declarou.

O objetivo de Temer é dar prosseguimento à agenda de reformas e ações adotadas. E alertou que não tolerará modificações na estrutura ou em programas das pastas. “Eu ressalto muito a palavra continuidade, pois, às vezes, um ministro pode chegar e entender que pode modificar, seja a estrutura ou programa do ministério. Isto, neste momento, devo alertar, não é razoável, nem admissível. O que os senhores vão fazer, e muitos já estavam no ministério, é dar continuidade ao trabalho que vem se desenvolvendo”, destacou.

A convicção de Temer de que não há motivos para temer as críticas se ampara em resultados obtidos até o momento. Ele ressalta que, quando o chamado teto dos gastos foi aprovado no Congresso Nacional, o discurso de boa parte da população era de que “acabaria com a saúde e a educação”. “E o que houve foi um aumento das verbas para a saúde e educação”, destacou.

Como exemplos, ele destacou que o governo criou 500 mil novas vagas no tempo integral em 2018, aumentou o número de bolsas ofertas pelo Prouni em 10%, e reajustou pela primeira vez em sete anos os recursos do programa de merenda escolar. “O teto dos gastos nenhum prejuízo causou à atividade educacional”, frisou. Temer também comemorou os avanços na área da saúde pública, tanto “no plano pessoal”, com aumento de agentes comunitários da atenção básica, quanto no “plano material”, com renovação de frotas de ambulâncias.

O chefe do Executivo federal ressaltou o crescimento de 230% no número de consultas nas unidades básicas de saúde — de 196,3 milhões para 649 milhões, segundo o presidente. “São milhares de novas equipes na chamada atenção básica. Desde maio de 2016, foram habilitados 15.105 novos agentes comunitários de saude”, apontou.

Além da mensagem "de incentivo", os assuntos tratados foram de avanços econômicos e fiscais, com destaque para a "obediência absoluta ao teto dos gastos públicos", a intervenção federal no Rio de Janeiro. No encontro, que se configurou mais como um balanço das ações governamentais, Temer citou os avanços conseguidos até agora pelo governo — que, como de costume, ressaltou ter “menos de dois anos” — e garantiu que, nessa nova fase, “teremos coisas novas, programas novos, eventos novos”.

“Temos um ano e 11 meses de governo. Temos praticamente mais nove meses de governo. Se temos oito, nove meses, temos muito a fazer ainda”, disse o presidente aos ministros. “Que nós possamos prosseguir com as mesmas teses, programas e vitórias que temos tido”, completou.

Intervenção 

No encontro, Temer lembrou que os resultados da intervenção federal no Rio de Janeiro, à qual chamou de “intervenção cooperativa”, não são imediatos. “Acham que amanhã está tudo resolvido, não é assim. As coisas têm um ritmo. Mas um ritmo muito célere”, ressaltou. “Botamos o dedo na ferida e estamos nos organizando cada vez mais para que possamos combater a insegurança que tanto aflige os brasileiros. No Rio de Janeiro , houve uma sensível redução dos crimes após a intervenção."

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade