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Correio Braziliense

Correio promove debate sobre o impacto das fake news na democracia

Maiores especialistas do tema estarão no evento, que acontece no próximo dia 24, no auditório do Correio


postado em 16/05/2018 06:00 / atualizado em 16/05/2018 17:32

(foto: Caio Gomez/CB/D.A Press)
(foto: Caio Gomez/CB/D.A Press)

O surto de fake news e a intensidade com que esse conteúdo tem sido disseminado na internet tornou-se uma ameaça à democracia. Fenômeno coordenado, as notícias falsas têm capacidade destrutiva e ferem a escolha do cidadão. A pouco menos de três meses do início da campanha eleitoral, o debate a respeito do uso fraudulento das redes sociais ficou mais intenso, principalmente após a eleição de Donald Trump, nos Estados Unidos. Desde então, países como França, Alemanha e Brasil estudam maneiras de regular e fiscalizar o uso das redes em períodos eleitorais. Para debater os desafios do governo e da sociedade civil na luta contra essas notícias, o Correio promoverá, no próximo dia 24, o seminário “Fake News, o impacto das notícias falsas na democracia”. As inscrições já podem ser feitas.

A abertura do evento, que ocorrerá das 14h às 18h, no auditório do Correio, terá a participação do ministro da Justiça, Torquato Jardim. Foram convidados Frederico Meinberg, promotor responsável pela Comissão de Proteção de Dados Pessoais do Ministério Público do Distrito Federal; Ricardo Pedreira, diretor-executivo da Associação Nacional de Jornais (ANJ); Murillo de Aragão, presidente do Conselho de Comunicação do Senado Federal; Marcelo Vitorino, professor de marketing político da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM); Claudio Lamachia, advogado e presidente do Conselho Federal da OAB; e Fernando Oliveira Paulino, diretor do Departamento de Comunicação da Universidade de Brasília. 

Divulgada na última segunda-feira (14/5), a 136ª Pesquisa CNT/MDA, da Confederação Nacional do Transporte (CNT), mostrou que 68% das 2.002 pessoas entrevistadas já ouviram falar sobre a existência de notícias falsas. Do total, 81,4% afirmam acreditar em algumas e desconfiar de outras notícias que veem na internet, enquanto 4,5% dizem crer em todas as informações. Quando ficam em dúvida sobre a veracidade desse conteúdo, 31,5% relatam que têm o costume de sempre verificar se a informação é verdadeira. Já 22,7% afirmam não ter o hábito de conferir.

Impulsionamento

Em entrevista ao Correio, publicada no último domingo, o promotor Frederico Meinberg afirmou que um dos problemas no combate às fake news no país está no próprio debate, que analisa a situação por um “ângulo errado”. Para Meinberg, o maior desafio acerca das notícias falsas é o impulsionamento de conteúdo e a falta de iniciativas por parte do TSE para fiscalizar essa ferramenta. 

Campanha

Aprovada pelo Congresso em 2017, a reforma eleitoral autorizou o impulsionamento de conteúdos publicados por candidatos e partidos durante a campanha, que começa oficialmente em agosto. É autorizado impulsionar — medida que serve para exibir a mensagem a um maior número de internautas e direcioná-la a grupos específicos sem que acompanhem a página oficial — somente conteúdos produzidos pelo candidato, partido ou coligação que ofereçam o serviço, como Facebook, Instagram e Twitter.  A resolução do TSE sobre propaganda eleitoral, divulgada em dezembro do ano passado, inclui entre as formas de impulsionamento a priorização de conteúdo em sites de busca.

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