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Correio Braziliense

"Não é possível mais evitar fake news nas eleições", avalia especialista

O cientista político Murillo de Aragão acredita que os candidatos investirão em recursos para se proteger de notícias falsas


postado em 16/05/2018 22:34 / atualizado em 17/05/2018 10:56

(foto: Breno Fortes/CB/D.A Press)
(foto: Breno Fortes/CB/D.A Press)

As fake news serão um dos protagonistas nas eleições deste ano. Fato. O que se discute a partir de agora é o tamanho do impacto, de acordo com o presidente do Conselho de Comunicação Social do Senado, Murillo de Aragão. "Dá tempo de minimizar o prejuízo que as fake news trarão às eleições de 2018, mas não de evitar", alertou o cientista político e advogado, em entrevista ao CB.Poder, uma parceria do Correio Braziliense e da TV Brasília (assista a íntegra nos vídeos abaixo).

O tema deve ser avaliado com cautela por conta da liberdade de expressão, disse o especialista. “Mas será tratado com muita atenção, por conta dos ocorridos na França, Inglaterra e Estados Unidos. Acredito que a nossa sociedade e a imprensa terão mais maturidade no tratamento da questão”, afirmou Aragão, que será um dos palestrantes do seminário Fake News, o impacto das notícias falsas na democracia, promovido pelo Correio no dia 24 e com inscrições, gratuitas, já abertas.

O lado B das campanhas, no entanto, envolverá a preocupação de candidatos em fiscalizar uns aos outros, de acordo com Aragão. "Vejo um lado B, mas também a preocupação muito maior de candidatos fiscalizarem os outros. Antes, era corrida pelo dinheiro, hoje em dia não, o dinheiro está limitado. O uso do recurso terá que ser bem-feito, um dos usos será a inteligência no combate às fake news feitas pelo adversário", analisou.


Redes sociais e pré-campanha

As redes sociais terão impacto fundamental na pré-campanha. Ele explica que isso ocorre principalmente por não existir uma competitividade com o tempo de propaganda eleitoral gratuita na televisão ou rádio. "Sem dúvida, as redes sociais são mais importantes na pré-campanha que na campanha", disse. "E aí não tem competição da imprensa e da propaganda eleitoral gratuita. Redes sociais são importantes para construir candidaturas e destruir candidaturas nas (pré-)campanhas."

 

Tudo isso propicia um ambiente ona qual o Brasil tende a ser beneficiado pelos episódios de fake news nas últimas eleições. "Acho que estamos mais atentos, porque tivemos essa 'bênção' da ocorrência de episódios muito ruins de fake news em outros países", afirmou. "Divertida essa eleição será até demais, porque temos uma série de candidatos que antes não tinham a menor chance e, nesta eleição, terão alguma", disse.

 

Seminário Fake News, o impacto das notícias falsas na democracia

24 de maio, quinta-feira
Auditório do Correio Braziliense (Setor de Indústrias Gráficas, quadra 2, número 340)
14h às 18h
Entrada gratuita
Inscrições no site do evento

 

Confira a entrevista na íntegra:

  

 

 

*Estagiária sob supervisão de Leonardo Cavalcanti 

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