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Correio Braziliense

Flávio Rocha defende "plano agressivo" a favor das privatizações

Pré-candidato ao Palácio do Planalto, o empresário que comanda a rede varejista Riachuello diz que é favorável a privatização da Petrobras, da Caixa Econômica Federal e dos Correios


postado em 06/06/2018 20:24 / atualizado em 06/06/2018 21:08

Ver galeria . 6 Fotos Luís Nova/Esp. CB/D.A Press
(foto: Luís Nova/Esp. CB/D.A Press )
 
Pré-candidato a Presidência da República pelo PRB, o empresário Flávio Rocha afirma que não deixou o comando da rede varejista Riachuello para ser um coadjuvante na disputa pelo Palácio do Planalto. Apontado como o sonho de consumo de outros pré-candidatos para ser o vice na chapa, ele detalhou trabalhará pelos milhões de brasileiros que estão órfãos politicamente. “Gosto muito da analogia da carruagem. Ela tem força e tração que são os trabalhadores que pagam a farra da corte que está sentada em cima”, afirmou. 

Rocha destacou que atingiu sucesso empresarial porque sempre esteve preocupado com a “dona Maria”. “A empresa bem sucedida é a focada na dona Maria. Ela é a pessoa mais importante e se está feliz eu também estou. Vamos dar as costas para a carruagem e decidir tendo em vista o que as donas Marias querem para a saúde, para a educação e para a segurança”, disse.

O pré candidato também detalhou que é totalmente favorável a privatização de estatais, entre elas Petrobras, Caixa Econômica Federal e Correios. “Temos estado demais. Essa carruagem que consome 50% do esforço de produção do Brasil diz respeito a imensa fatia do estado que não deveria existir”, comentou.

Rocha ainda afirmou que trabalha em busca de um estado mínimo, mas preservará as carreiras de estado, sobretudo as que têm trabalhado para coibir ou investigar os escândalos de corrupção. “O meu diagnostico é que sobra estado onde não deve e falta onde precisa existir. Esse conceito não vai chegar as tarefas típicas, mas não ao governo ser dono de posto de gasolina e de empresa de entrega de encomenda”, criticou. 

Questionado ainda ao lado de fora do auditório do Correio, Rocha defendeu o estado mínimo. "Em um estado onde faltam recursos para colocar combustíveis e anestésicos, o governo não pode se preocupar com postos de gasolina ou companhias de entregas de encomendas. Tem que ter uma reforma do estado, precisamos de um estado eficiente, que se ocupe das tarefas que tem que cuidar. O estado brasileiro é metade da economia e falta tudo."

Ele seguiu explicando que o berço da corrupção são os monopólios estatais e um estado gordo. "Imagine uma sala cheia de moscas com um presunto apetitoso no teto. A tarefa judiciária é afugentar as moscas. Ao executivo, cabe a luta contra a corrupção, que é tirar o presunto da sala. É a reforma do estado. É eliminar as gordas tetas da corrupção e do monopólio estatal. Em um estado mais magro, há mais transparência."

Ele acredita que o Estado deve ser voltado para o usuário do serviço público e para o contribuinte. "É um ensinamento que trago da minha vida privada. Focada no cliente, no usuário. É o que proponho para o estado. Na velha política, o foco é nas corporações."
 
 

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