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Correio Braziliense

Fachin nega quebra de sigilo telefônico de Temer, mas autoriza de ministros

Polícia Federal solicitou acesso das ligações realizadas pelo trio durante o ano de 2014. Inquérito investiga repasses de propina pela Odebrecht


postado em 07/06/2018 17:52 / atualizado em 07/06/2018 18:37

(foto: Agência/Valter Campanato/)
(foto: Agência/Valter Campanato/)

 
O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF) negou o pedido da Polícia Federal para quebrar o sigilo telefônico do presidente Michel Temer. No entanto, na mesma decisão, o magistrado autorizou que a corporação acesse as ligações telefônicas dos ministros Eliseu Padilha, da Casa Civil e Moreira Franco, de Minas e Energia.

O pedido da PF re relaciona ao inquérito que investiga o possível pagamento de propina de R$ 10 milhões pela construtora Odebrecht para político do MDB. Fachin seguiu orientação da procuradora-geral da República, Raquel Dodge. Ela recomendou que o Supremo aceitasse a medida com os ministros, mas recusasse conceder a autorização para quebra de sigilo telefônico de Temer, por considerar que não existem provas suficientes da ligação dele com o caso.

O acesso ao conteúdo, de acordo com as alegações da PF no âmbito da investigação, permitiria confirmar informações prestadas por executivos da construtora em depoimentos válidos em acordos de delação premiada.

As ligações que os investigadores solicitaram acesso ocorreram em 2014. Temer viajou para São Paulo no fim da tarde e, de acordo com o Planalto, se encontrará com Delfim Neto.

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