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Correio Braziliense

Alckmin recruta Perillo para ajudar na sua pré-campanha a presidente

O ex-governador de Goiás, que concorrerá ao Senado, será coordenador político de Alckmin. Tucano nega que já exista um acordo com o DEM


postado em 14/06/2018 16:29 / atualizado em 14/06/2018 16:32

O presidenciável pelo PSDB, Geraldo Alckmin, ao lado de Perillo(foto: Bernardo Bittar/CB/D.A Press)
O presidenciável pelo PSDB, Geraldo Alckmin, ao lado de Perillo (foto: Bernardo Bittar/CB/D.A Press)
 
O ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) esteve em Brasília para definir as diretrizes de sua campanha à Presidência de República. Em encontro com aliados na sede do partido, ele convidou o também tucano Marconi Perillo, ex-governador de Goiás, para ser seu "coordenador político" durante a corrida ao Planalto.
 
Alckimin também negou acordo com o DEM. Até agora, quatro legendas já fecharam questão com os tucanos. "Ainda estamos fazendo algumas conversas, mas eu só falei com o Rodrigo Maia (DEM) para cumprimentá-lo pelo seu 'happy birthday to you'", disse Alckmin.
 
A situação dos demistas ainda está indefinida. Oficialmente, Maia será o candidato de legenda à Presidência, ainda que nos bastidores essa movimentação seja dada como morta. Integrantes do partido que apoiam Jair Bolsonaro (PSL), como o deputado Onyx Lorenzoni, fazem com que as conversas se tornem difíceis.

O embarque do DEM subiria o tempo de tevê dos tucanos em ao menos 4% — uma gorda fatia e de especial importância em uma campanha curta e sem dinheiro. Hoje, a coalizão do PSDB garante 23% do tempo disponível para candidatos fazerem propaganda eleitoral nas telinhas. É suficiente para seis ou sete inserções por dia.

 
Interlocutor de olho no Senado

Com agenda apertada, Alckmin tem viajado bastante e planeja uma caravana pelo Nordeste nas próximas semanas. A agenda corrida do candidato traz críticas dos políticos profissionais, que não querem acertar detalhes com emissários do ex-governador na hora de fechar alianças. Por isso, havia certa dificuldade em manter conversas e foi necessário recrutar um amigo de longa data para ajudar a acalmar os ânimos.

O nome de Marconi Perillo surgiu por causa da longa trajetória dele, que está no partido há 25 anos e foi eleito seis vezes com ajuda dos tucanos. "Me comprometi a dedicar metade do meu tempo a cumprir as missões do Geraldo. Serei uma espécie de interlocutor do presidente, pois ele não pode estar em todo lugar ao mesmo tempo. No entanto, o protagonista de uma eleição presidencial é o candidato a presidente. Eu vou concorrer pelo Senado", disse.

O encontro contou, ainda, com a presença da equipe de mídias digitais da campanha de Alckmin, organizada pelo especialista em marketing Marcelo Vitorino; e do deputado Silvio Torres.

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