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Correio Braziliense

A quatro meses das eleições, presidenciáveis ainda costuram alianças

Para especialistas, cenário está dividido e muito competitivo


postado em 14/06/2018 18:38

(foto: Reprodução)
(foto: Reprodução)


A quatro meses das eleições, as candidaturas dos interessados na presidência da República são notórias — mas nenhuma chega ser proeminente. Por isso, os presidenciáveis tentam costurar o máximo de alianças possíveis, flertando por todos os lados em busca de novos apoiadores. Quem tem algo para oferecer negocia a preço de ouro. É o momento para barganhar.

Especialistas dizem que o cenário está dividido e, por isso, muito competitivo. O PT, partido que elegeu os dois últimos presidentes da República por dois mandatos seguidos cada, está perdendo tempo com a falta de um candidato viável. A escolha da estrela vermelha é Luiz Inácio Lula da Silva, preso e inelegível. 

O MDB tenta manter a governabilidade na reta final da administração de Michel Temer e busca fôlego para Henrique Meirelles na corrida pelo Planalto. Os tucanos, com Geraldo Alckmin, negociam apoio com todas as frentes. O mesmo plano de Ciro Gomes (PDT), em suas últimas conversas. As excessivas movimentações, entretanto, trazem dificuldade para os presidenciáveis na hora de firmar um discurso atraente e que mostre credibilidade para o eleitor. 

"Pesquisas feitas em âmbito federal mostram que o Ciro e Alckmin estão tentando fazer o máximo de contatos para, depois, colocar todo mundo em uma peneira e ver o que sai dali. Eles estão em partidos com inclinação de centro, longe dos extremos, o que permite um leque maior de negociações”, disse o gerente de análise da Prospectiva, Thiago Vidal. 

O cientista político afirma que, embora as conversas tenham começado a andar, muita coisa pode ser apenas em busca de boa-vizinhança. Seria o caso do DEM, rachado internamente e comandado hoje pelos caciques nordestinos. “Você tem os demistas caminhando para o centro, mas figuras fortes, como o deputado Onyx (Lorenzoni), dão sinais de apoio a (Jair) Bolsonaro”, detalha Vidal.

A abertura do partido de Rodrigo Maia pode ser vista como uma “visão política futura”. “Quem chegar à Presidência da República tendo apoiado Maia à reeleição da Câmara poderá pleitear uma pauta minimamente comum no Congresso. E, pelo atual governo, podemos mostrar como é importante ter esse bom relacionamento entre Executivo e Legislativo”, explica o sociólogo Luís Fernando Castro, professor de Ciências Sociais na Universidade Federal de Goiás (UFG).

Ontem, os tucanos afirmaram ter fechado alianças com quatro partidos — PSD, PTB, PV e PPS. O embarque do DEM subiria o tempo de tevê dos tucanos em ao menos 4% -- uma gorda fatia e de especial importância em uma campanha curta e sem dinheiro, Hoje, a coalizão do PSDB faz com que ele tenha 23% do tempo disponível para candidatos fazerem propaganda eleitoral nas telinhas.  É suficiente para seis ou sete inserções por dia.

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