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Correio Braziliense

PT pode ficar isolado em ao menos oito das 27 unidades da federação

No Distrito Federal, por exemplo, Partido dos Trabalhadores não definiu nomes de apoio, e tendência é de isolamento


postado em 17/06/2018 07:00

Luiz Marinho, de São Paulo: PT quer manter número de governadores(foto: Breno Fortes/CB/D.A Press - 3/2/14)
Luiz Marinho, de São Paulo: PT quer manter número de governadores (foto: Breno Fortes/CB/D.A Press - 3/2/14)

Levantamento com dirigentes nacionais e estaduais do PT mostra que o partido pode ficar isolado nas disputas por governos em ao menos oito das 27 unidades da federação que somam quase a metade do eleitorado brasileiro. Luiz Marinho, em São Paulo; Marcia Tiburi, no Rio; Miguel Rossetto, no Rio Grande do Sul; Dr. Rosinha, no Paraná; Décio Lima, em Santa Catarina e Humberto Amaducci, no Mato Grosso do Sul, até agora não conseguiram apoio de nenhuma outra sigla. No Mato Grosso e no Distrito Federal, o PT não definiu nomes até o momento, mas a tendência também é de isolamento.

Juntas, estas unidades federativas representam 70,9 milhões de eleitores ou 49,3% do total de brasileiros aptos a votar. Dirigentes petistas dizem que o isolamento é inédito desde a década de 1980, quando o PT ainda era um coadjuvante nas disputas eleitorais e tinha postura restritiva em relação à política de alianças.

Segundo líderes petistas, a situação é resquício da série de tombos que o partido levou desde as manifestações de junho de 2013, passando pela Operação Lava-Jato, o impeachment de Dilma Rousseff e culminando com a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Além disso, o cenário nos estados onde os petistas estão isolados repete o quadro nacional. Decidido a manter a candidatura de Lula, mesmo condenado em segunda instância e preso em Curitiba, o PT ainda não conseguiu fechar uma aliança nem sequer para a disputa presidencial.

“O debate sobre alianças ainda está em curso e há tempo para aumentar as nossas coligações”, disse o deputado Paulo Teixeira (SP), um dos vice-presidentes do PT e integrante da Comissão Eleitoral do partido. “A possibilidade de apoio é um ativo político. Por isso, ninguém quer revelar as conversas que teve”, completou.

De acordo com Teixeira, vários partidos têm manifestado interesse no apoio do PT, principalmente por causa do tempo de TV (a sigla tem a maior bancada da Câmara) e da liderança de Lula nas pesquisas, mas o calendário eleitoral que permite definições até o início de agosto tem atrasado as decisões.

O isolamento é maior na região Sul, onde a onda antipetista, iniciada em 2013, teve mais força. No Rio Grande do Sul, estado governado duas vezes pelo PT, o ex-ministro Rossetto é pré-candidato a governador em uma chapa “puro-sangue”. No quadro atual, o PSB, com quem o PT tenta uma aliança nacional, é o principal parceiro e deve receber apoio petista em ao menos 12 estados (AM, AP, ES, PB, SE, RO e TO). Por outro lado, o PT espera ser retribuído em outros cinco BA, CE, AC, PI e GO. Apesar do isolamento em unidades regionais, o PT espera manter ou até aumentar o número de governadores. Em quatro dos cinco estados governados pelo partido, o candidato petista é favorito (Minas é a exceção), segundo pesauisas.


Preparação dos políticos

 
A quinta e última etapa presencial de formação de lideranças políticas do programa RenovaBR ocorrerá esta semana em Brasília, entre amanhã e quinta-feira. A visita à capital inclui palestra sobre reforma política com o ministro do STF Luís Roberto Barroso. Também participarão do evento o senador Cristovam Buarque (PPS-DF) e a senadora Ana Amélia (PP-RS), além do cientista político Murillo de Aragão. Os seminários serão fechados para as lideranças do programa, mas transmitidos ao vivo pela internet. Ao longo da semana, o grupo também terá aulas sobre experiência em campanha e arrecadação.

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