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Correio Braziliense

Depoimento de Lula na Operação Zelotes é mantido para esta quinta-feira

O juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília negou pedido para que depoimento fosse adiado. Lula é investigado por supostas irregularidades na compra de caças suecos


postado em 20/06/2018 10:26

(foto: Nelson Almeida/AFP)
(foto: Nelson Almeida/AFP)
 

O juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, negou ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva adiar seu interrogatório. O depoimento, no âmbito da Operação Zelotes, está marcado para esta quinta-feira (21/6). O petista é investigado por supostas negociações irregulares que levaram à compra de 36 caças do modelo Gripen, da Suécia, pelo governo brasileiro e à prorrogação de incentivos fiscais destinados a montadoras de veículos por meio da Medida Provisória nº 627.

A Procuradoria da República afirma que os crimes teriam sido praticados entre 2013 e 2015, quando Lula, na condição de ex-presidente, “integrou um esquema que vendia a promessa de que ele poderia interferir junto ao governo para beneficiar” empresas. Lula nega qualquer irregularidade.

Na decisão, o juiz afirma que havia designado as datas dos interrogatórios "atendendo ao pedido das defesas” de Lula e de seu filho Luiz Cláudio. Estão marcados para as 9h de quinta-feira os depoimentos do ex-presidente e do casal de lobistas Mauro Marcondes e Cristina Mautoni. O interrogatório de Luiz Cláudio está marcado para 29 de junho, às 10h.


Pedido de liberdade

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou que vai julgar, na próxima terça-feira, um pedido da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para suspender a prisão. O caso foi confirmado na pauta de julgamentos do colegiado prevista para a próxima semana, atendendo a um pedido do relator, Edson Fachin.

Lula foi condenado em segunda instância a 12 anos e um mês pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex no Guarujá (SP). A defesa do ex-presidente, preso há mais de dois meses, entrou no início deste mês com um novo pedido de liberdade no STF e no Superior Tribunal de Justiça (STJ). A petição é para que as Cortes suspendam os efeitos da condenação no caso do tríplex no Guarujá até que julguem no mérito os recursos extraordinário (analisado no STF) e especial (do STJ).

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