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Correio Braziliense

Senadora Ana Amélia critica mudanças no financiamento de campanha

Senador disse que o Brasil vive um processo de desagregação social


postado em 21/06/2018 12:51 / atualizado em 21/06/2018 16:00

Ver galeria . 9 Fotos Ministro Luis Roberto BarrosoMarcelo Ferreira/ CB/D.A Press
Ministro Luis Roberto Barroso (foto: Marcelo Ferreira/ CB/D.A Press )
 
Em seminário promovido, nesta quinta-feira (21/6), pelo movimento RenovaBR — instituto de formação de novas lideranças políticas — no auditório do Correio Braziliense, os senadores Cristovam Buarque (PPS-DF) e Ana Amélia (PP-RS) criticaram as mudanças no financiamento de campanha e a crise social que o país atravessa. 

Para a senadora, a nova forma de financiamento de campanha — sem dinheiro de empresas e com financiamento público — vai aumentar o caixa dois. “Vai começar a entrar dinheiro da milícia, do tráfico e de outros grupos criminosos. Acho que tentaram criar um beija-flor que saiu um morcego”, criticou. 

Ela emenda. “Tiranos dinheiro de saúde, educação e segurança para fazer campanha. O sistema criado não foi feito para mudar. Esse modelo não vai beneficiar a renovação. Poderíamos ter outro tipo de financiamento com rigor ético”, completa.

Cristovam disse que o Brasil vive um processo de desagregação social. “Crise a gente arruma, demora um pouco , mas resolve. Desagregação social é quando a gente perde o controle. Isso está aliado a uma estagnação econômica”, pondera. 

Para o senador, a educação deve ser encarada como ferramenta transformadora da sociedade. “Ela é capaz de transformar a política. Como desenvolver uma sociedade que exige alto uso de tecnologia sem investir na educação? Ter mente clara só chega com educação. Sem preparar os eleitores não haverá reforma política, ela continuará patinando”, avalia. 

Expectativa para 2018

Marcelo Calero, ex-ministro que divulgou supostas pressões que sofria quando chefe da Cultura, acredita que  há um clamor por renovação. "Isso vai reverberar na eleições, embora tenha se criado obstáculos, como tempo de campanha curto. Esse clamor vai se impor", explica. Ele destaca que a melhora da classe política refletirá em necessidades da sociedade, como saúde educação e segurança. "A classe politica é desconcertada da realidade.Há uma crise de representatividade e de projeto de país", conclui. 

Vereador de Belo Horizonte, Gabriel de Azevedo explica que as pessoas tentam fazer a diferença no processo eleitoral, mas não encontram gente para votar. "Por isso preparar candidatos é importante. Existem escolas para formar médicos, engenheiros, mas de onde vão sair os políticos?", destaca. 

Gabriel está otimista com a renovação da classe. "Já está acontecendo uma oxigenação. O que durante muito tempo não aconteceu é que não tinha gente diferente tentando se eleger.  Hoje tem, com campanha bem feita, com solidez nas propostas e  estratégia. Este ano não será uma renovação numa quantidade exorbitante, mas política é um processo", conclui. 

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