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Correio Braziliense

Idealizador do RenovaBR quer mudar a política com eleição de novos nomes

Em entrevista ao Correio, Eduardo Mufarej vê o programa de capacitação para candidatos como um caminho para mudar a política brasileira


postado em 24/06/2018 08:00

(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

Empresário, confiante e inovador. Esse é o perfil do idealizador do RenovaBR, Eduardo Mufarej. Ele vê o programa de capacitação para candidatos como um caminho para mudar a política brasileira, e colocar no poder pessoas capacitadas e engajadas com os desafios que o Brasil precisa enfrentar para avançar em todos os setores. O programa, que conta com o apoio de nomes de peso, como o empresário Abílio Diniz e o apresentador Luciano Huck, oferece serviços de capacitação, bolsas em dinheiro e assessoria para pré-candidatos a diversos cargos políticos nas cinco regiões. Em entrevista exclusiva ao Correio, Eduardo conta que tem esperanças em uma mudança na política, principalmente no Congresso, e conta que está em busca de cidadãos engajados e com a ficha limpa.


Como surgiu a ideia do programa?
Eu ficava me questionando, principalmente nos últimos dois anos, como que a gente podia ajudar a fazer com que a renovação política fosse um processo para muitos e não o contrário. Naquela falsa sensação de, “se a gente eleger um deputado, a gente muda o Brasil”, como a gente faz para requalificar a nossa classe política e ter um maior número de opções? A gente faz com que essas pessoas, se desejarem entrar na política, possam criar um efeito manada. Pensa em gente com PhD, pós-graduação em universidade bilíngue, Columbia, Harvard. A gente tem dezenas. Só que essas pessoas não têm, hoje, o acesso à política tradicional.

Por que não criar um partido, e sim um movimento?
Eu nem qualifico o Renova como um movimento. Qualifico como uma instituição de formação e de estímulo. Uma escola de formação política. A gente tem boas pessoas nos diferentes aspectos ideológicos da política brasileira. E a gente quer criar um ambiente de mesa de centro. Construir juntos, debater, olhar para o futuro. E independentemente de suas ideologias partidárias. A estrutura franco-partidária é muito fragmentada e as Constituições estaduais são muito distintas.

Continua e persiste a ideia de que a política e os políticos não são ruins. Como vocês vão demonstrar isso para a sociedade?
Olha, nenhum país deu certo estigmatizando a política. Eu vejo que a política é um caminho necessário. Um caminho fundamental. Então, como eu faço para que isso chegue à população? É a partir do momento que a população olha e se vê representada. O problema é que a gente tem hoje uma crise de representação. A qualidade de vida da população não está legal. Você tem muita gente com raiva por conta da queda dos serviços públicos, de se sentir desrespeitado como cidadão. Isso, a gente entende. Por outro lado, a população tem que entender que a forma de mudar isso é por meio do voto.

Qual é o perfil buscado?
Procuramos três coisas: capacidade de liderar e mobilizar. Não é fácil entrar num pleito e disputar. Formação, e eu não digo formação formal, digo experiência. Uma pessoa que teve realizações seja dentro de comunidades, dos esportes, etc. Isso é bem importante porque isso lhe credencia a ir mais longe. E o terceiro é a honestidade. Fizemos várias avaliações de ética dentro do processo seletivo porque a gente achar, que falta muito na sociedade de hoje. E a gente tem que defender.

Em Brasília, quais são os representantes?
Tem a doutora Fabiana, Tainara, Maurílio, Pedro Ivo. São seis no DF. Eu acho que Brasília está bem representada. Por ter uma população muito grande e ser um lugar onde a política faz parte do dia a dia. Por ser um lugar de classe média. Tem um nível de participação mais alto que a média.

Por que você lançou um movimento e não foi candidato?
Não queria ser candidato, mas que as pessoas que são candidatas se sentissem apoiadas.

No país inteiro são quantas, hoje?
134.

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