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MDB reafirma Meirelles como pré-candidato à Presidência

O presidente do partido, o senador Romero Jucá, excluiu a possibilidade do ex-ministro da Fazenda ser vice de outro postulante ao Planalto


O presidente do MDB, o senador Romero Jucá (RR), afirmou, na tarde desta terça-feira (3/7), que o ex-ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (MDB), se mantém como pré-candidato do partido na corrida ao Palácio do Planalto. Para o parlamentar, Meirelles é o nome ideal por ser um "outsider da política e pode pagar pela própria campanha.

[SAIBAMAIS]O autofinanciamento, proposto pelo ex-chefe da equipe econômica, é algo primordial para o partido, que tem como prioridade eleger o maior número de deputados e senadores para o ano que vem. A definição para um vice de Meirelles, no entanto, só deve ser anunciada no fim do mês, quando ocorrer a convenção nacional do partido.

A ideia é que o encontro seja 32 de julho, um dia de semana, para não coincidir com as convenções estaduais e comprometer a agenda dos postulantes a governador. Até o momento, há ao menos 14 pré-candidatos estaduais da legenda. Até lá, Meirelles tem a missão de conseguir unificar os diretórios e ganhar a maioria dos 629 votos da legenda.

Coligações

O companheiro de chapa ideal, para Jucá, seria alguém do PSDB. Entre os nomes cogitados, está o do também postulante à Presidência, Geraldo Alckmin (PSDB). "Queria alguém do PSDB. Geraldo Alckmin é um bom nome, por que não?", completou. A possibilidade, contudo, de que Meirelles desista da candidatura e saia como vice, não é sequer cogitada, de acordo com o senador.

Bastidores da campanha do tucano ao Planalto, por sua vez, negam que haja um interesse de Alckmin em ser vice de chapa do Meirelles. Afirmam, porém, que o próprio ex-ministro está entre as opções para fazer coligação com o pré-candidato do PSDB, além do deputado Mendonça Filho (DEM-PE) e o empresário e também pré-candidato Flávio Rocha (PRB).

Jucá conversou com a imprensa ao final do encontro com a comitiva nacional do MDB, no Congresso Nacional, que decidiu sobre a divisão dos recursos do Fundo Eleitoral e do Fundo Partidário para candidaturas do partido.

Dos R$ 234 milhões, senadores com mandato receberão R$ 2 mi; deputados com mandato, R$ 1,5 mi e mulheres, 30% do total, ou seja, serão divididos os R$ 69,6 milhões entre as candidatas. O restante, R$ 54 milhões, serão distribuídos baseados nos critérios previstos no Estatuto e o saldo remanescente, se houver, será dividido de acordo com o desenrolar da eleição.