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Correio Braziliense

Em sabatina, Meirelles diz acreditar em vitória nas eleições de outubro

O ex-ministro da Fazenda garantiu que as pesquisas de intenção de voto, que o apontam com apenas 1% dos eleitores, devem mudar após início das campanhas


postado em 04/07/2018 15:06

(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

 
Em um discurso sobre ações que fez no passado, o ex-ministro da Fazenda e pré-candidato a presidência da República Henrique Meirelles (MDB) disse acreditar na vitória em outubro de 2018. Segundo as pesquisas de intenções de voto, Meirelles atinge em torno de 1% do eleitorado, mas garante que isso deve mudar quando as campanhas tiverem início, em 15 de agosto. 

Ele foi o quarto presidenciável a discursar durante sabatina promovida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), na tarde desta quarta-feira (4/7).  Meirelles disse ter feito pesquisas quantificativas e qualificativas a respeito da candidatura, antes de colocar o nome na disputa pelo partido. “Eu não entrei em uma aventura, eu sabia o que estava fazendo”, garantiu. 

Segundo os resultados da própria pesquisa, apenas 4% dos eleitores brasileiros teriam informações suficientes sobre o ex-ministro.  “Se nós olharmos com o percentual daqueles que têm informação, 1% ou  2% (das intenções) já é metade do eleitorado”, disse. Por ter participado dos bastidores da política econômica de dois governos, ele acredita que a população irá mudar de ideia quando a campanha tiver início. “Brasil cresceu com Lula. Quem era responsável pela política econômica? (Ele). E quem é agora que o Brasil começou a sair da crise? (Ele). E fica claro que este homem (ele) serve ao país. Quando está no governo, o Brasil cresce. Quando não está, recessão”, afirmou. 

Para conquistar esse eleitorado, Meirelles aposta na propaganda eleitoral e no tempo de televisão do partido. “O MDB tem tempo de televisão. Tem presença no país inteiro, e uso de maior tempo na TV. Temos uma base impressionante, então temos condições de estarmos nos mobilizando”, assegurou.

Meirelles discursou em um tom sobre o passado e as antigas conquistas que teve dentro dos governos nos quais atuou. “Minha proposta é de fazer, agora, em 4 anos,  o que eu já mostrei que podemos fazer pelo Brasil. É importante que nós falemos sobre o que foi feito e o que eu fiz em 2 governos que participei. O que eu fiz pelo país, causou resultado não só para a indústria, comércio, agricultura, mas para a população em geral”, afirmou. 

Propostas econômicas 

Como carro-chefe, o ex-ministro disse que irá apostar em reformas “fundamentais” no Congresso Nacional. A Reforma da Previdência, principal medida requerida pelo governo MDB, não conseguiu passar pelo plenário da Câmara. Apesar do texto ficar empacado no Congresso depois da Intervenção Federal no Rio de Janeiro, o presidenciável também garantiu que teve uma experiência positiva esse ano. “Aprovamos reforma trabalhista, teto de gastos públicos, terceirização (...) alguns avanços já”, avaliou. 

Ele também citou expectativa de especialistas de 3% de Produto Interno Bruto (PIB) para 2018. No ano passado, o PIB cresceu 1% após dois anos de retração. Para o ex-ministro, o Brasil já “arrefeceu” este ano. Com as altas taxas de desemprego, ele coloca o nome “à disposição do MDB” para dar uma solução ao problema. “Vamos pleitear a candidatura para podermos ter quatro anos e, agora sim, como presidente eleito, vamos ter condições de colocar o Brasil em uma rota clara e sustentável de crescimento por um período longo”, afirmou. 

Durante discurso, Meirelles lembrou de duas capas da revista norte-americana The Economist. Em 2009, a publicação era uma brincadeira com o Cristo Redentor, na qual ele “decolava” para o céu, em uma metáfora para mostrar que a economia do Brasil estava em ascendência. A outra, no entanto, faz referência a mesma capa, só que em 2013. Dessa vez, a imagem do Cristo Redentor sofria uma queda. “A situação ainda é muito difícil [...] para isso, precisamos continuar no poder nos próximos anos”, avaliou. 

Outra proposta do ex-ministro é um “grande projeto de policiamento” na fronteira do país, para evitar contrabando de armas, drogas, entre outros. Questionado sobre as disfunções do sistema tributário e as formas para aumentar a competitividade das empresas, Meirelles disse que a solução seria uma “ampla reforma tributária”, e a diminuição da carga tributária. “Tem que simplificar. O maior problema do Brasil é a complexibilidade”, afirmou. “Isto é, sim, parte da agenda dos primeiros meses de governo. Esta é a primeira reforma a ser feita e enviada ao Congresso”, completou. 

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