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Correio Braziliense

PF suspeita do envolvimento de Marun em fraudes no Ministério do Trabalho

Ministro da Secretaria de Governo é citado pela PF no pedido de autorização da operação que foi enviado ao ministro Edson Fachin, do STF


postado em 05/07/2018 17:03

(foto: Valter Campanato/Agência Brasil)
(foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

 
O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, é citado pela Polícia Federal no pedido de autorização para a realização da terceira fase da Operação Registro Espúrio, enviado ao ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com os investigadores, ele é suspeito de utilizar sua influência política para garantir a emissão de registro sindical de entidades nas quais mantém proximidade.

A operação foi deflagrada para cumprir 10 mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão temporária, expedidos pelo STF em Brasília e no Rio de Janeiro. A PF encontrou conversas mantidas pela chefe de gabinete de Marun com Renato Araújo Júnior, ex-coordenador de Registro Sindical do Ministério do Trabalho. 

Renato está preso por conta das acusações. Ele é suspeito de operacionalizar o esquema que envolve funcionários públicos e políticos. Para emitir os registros sindicais o grupo criminoso cobrava propina, que poderia chegar a R$ 4 milhões para apenas um registro. Os investigadores pediram para realizar buscas em endereços ligados ao ministro Marun, principal articulador político do governo Temer e contra a assessora. Mas a princípio, a Procuradoria-Geral da República e o ministro Fachin não viram provas suficientes para atestar a participação dele no esquema.

Marun anunciou que falará com a imprensa na tarde desta quinta-feira (05/7), no Palácio do Planalto. A expectativa é que ele comente o assunto. A terceira fase da operação resultou no afastamento do ministro do Trabalho, Helton Yomura. O ministro Fachin determinou que ele não frequente mais a pasta e não entre em contato com outros investigados.

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