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Correio Braziliense

Grupos pró-Bolsonaro aproveitam pré-campanha para impulsionar publicações

Aprovada na reforma eleitoral, a estratégia de patrocinar postagens nas redes só é autorizada para candidatos, partidos e coligações, mas, a partir de 16 de agosto


postado em 08/07/2018 09:00 / atualizado em 08/07/2018 00:59

(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
 
O impulsionamento de conteúdo nas redes sociais é uma das novidades nas eleições deste ano. Aprovada na reforma eleitoral, a estratégia de patrocinar postagens nas redes só é autorizada para candidatos, partidos e coligações, mas, a partir de 16 de agosto, quando começa a campanha oficial. Até lá, a ação pode ser promovida por qualquer usuário, inclusive por militantes.

Grupos a favor do pré-candidato Jair Bolsonaro (PSL) aproveitam esse período para fazer propaganda do deputado, impulsionando conteúdo. Eles criaram páginas fechadas para compartilhar conteúdo e aumentar o alcance das postagens. Entre elas estão “Bolsonaro Opressor 2.0”, com 1,03 milhão de curtidas e “Jair Bolsonaro Presidente 2017”, com 840 mil.

O advogado eleitoral Weslei Machado ressalta que o impulsionamento de postagens a favor do pré-candidato ainda é permitido, porque não começou o período eleitoral. No entanto, ele explica que, se a prática se repetir durante a campanha, a publicação poderá ser suspensa pela Justiça Eleitoral, e os responsáveis, multados. Responsáveis pela campanha de Bolsonaro já afirmaram que não vão pagar para patrocinar postagens na página oficial do pré-candidato.
 

Haddad é o plano B

Os partidos de esquerda com candidatos à Presidência — PDT, PCdoB e PSB — consideram Fernando Haddad o virtual concorrente do PT, após os sinais emitidos pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso na Lava-Jato. “Ele foi escolhido por Lula”, diz o presidente do PDT, Carlos Lupi. O nome do ex-prefeito de São Paulo, porém, enfrenta forte oposição interna no PT. 

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