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Correio Braziliense

Caio Vieira de Mello assume com novo ministro do Trabalho

O advogado foi indicado pelo próprio Michel Temer, para ficar no lugar de Helton Yomura, afastado do cargo por decisão do STF


postado em 10/07/2018 10:58 / atualizado em 10/07/2018 16:53

(foto: Reprodução)
(foto: Reprodução)
O advogado Caio Luiz de Almeida Vieira de Mello será o novo ministro do Trabalho. Ele assume o lugar de Helton Yomura - afastado do cargo na quinta-feira passada, dia 5, por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), após ter sido um dos alvos da terceira fase da Operação Registro Espúrio. A posse do novo ministro está marcada para esta terça-feira (10/7). 

No mesmo dia do afastamento, Yomura, indicado pelo PTB, pediu demissão e foi substituído interinamente pelo ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha. Em decisão acertada com o próprio PTB, o presidente Michel Temer buscava um nome que não fosse ligado ao partido - e sim "técnico". "O novo ministro do Trabalho é indicação pessoal do presidente, que consultou vários amigos para a escolha", disse o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun.

Segundo Marun, o novo ministro terá "liberdade para escolher sua equipe e fazer seu trabalho". "O PTB é um partido que participa do governo e prestou grandes serviços. A reforma trabalhista é um legado que o partido deixa pela sua passagem", completou Marun.

O novo ministro é consultor do escritório de advocacia Sergio Bermudes, que tem em seus quadros a advogada Guiomar Feitosa Mendes, mulher do ministro do STF Gilmar Mendes. Ele também foi vice-presidente judicial do Tribunal Regional do Trabalho da 3.ª Região, em Minas, entre 2008 e 2009.

Vieira de Mello esteve nesta segunda-feira, 9/7, no Planalto em audiência com Temer acompanhado do presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade. O novo ministro terá de se afastar do escritório para assumir o cargo.

Operação


A Registro Espúrio investiga uma suposta organização criminosa formada por políticos, lobistas, dirigentes de sindicatos e funcionários públicos. Eles são suspeitos de fraudes e corrupção para liberação e veto de registros sindicais na Secretaria de Relações do Trabalho do Ministério do Trabalho. A pasta estava sob comando do PTB e do Solidariedade. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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