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Correio Braziliense

Bancada do Acre no Congresso cobra de Temer intervenção na segurança

Em 2015, foram registradas 179 mortes por homicídio. Em 2017, foram 484 mortes. Um aumento de 170,4%


postado em 11/07/2018 20:14

A bancada do Acre procurou o governo federal para discutir a possibilidade de uma intervenção federal na segurança pública do estado(foto: Evaristo Sá/AFP)
A bancada do Acre procurou o governo federal para discutir a possibilidade de uma intervenção federal na segurança pública do estado (foto: Evaristo Sá/AFP)

 
Às vésperas do recesso parlamentar, a bancada do Acre procurou o governo federal para discutir a possibilidade de uma intervenção federal na segurança pública do estado. O senador Sérgio Petecão (PSD) e os deputados Alan Rick (DEM), Flaviano Melo (MDB) e Wherles Rocha (PSDB) se reuniram na noite desta quarta-feira (11/7) com o presidente Michel Temer e com os ministros da Segurança Pública, Raul Jungmann, e do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, Sérgio Etchegoyen. 

A bancada acreana apresentou um documento em que apresenta 48 argumentos para que o governo federal autorize uma intervenção na segurança pública do estado “nos moldes aplicados ao Rio de Janeiro”. O pedido é visto pelos parlamentares como necessário ao “restabelecimento dos princípios constitucionais afrontados ao estado”. 

O documento é assinado por Petecão, coordenador da bancada do Acre no Congresso. O senador destaca que, entre 2015 e 2017, o estado aumentou somente 108 vagas no sistema prisional. No mesmo período, alegam que o número de novos detentos subiu em 1.430. “A população carcerária é 130,4% acima da capacidade”, informou, em ofício. 

Os parlamentares sustentam ainda que a criminalidade sobe na escalada do crescimento da população carcerária. Destacam que o estado está sendo “engolido” por uma “espiral de violência sem precedentes na história”. “Os homicídios ocorrem a plena luz do dia, e o governo estadual não tem demonstrado capacidade para coibir a criminalidade, malgrado a excelência do seu corpo de segurança pública”, destacaram, no documento. Em 2015, foram registradas 179 mortes por homicídio. Em 2017, foram 484 mortes. Um aumento de 170,4%. 

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