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Correio Braziliense

Rejeitado pelo PR, Jair Bolsonaro mira nas alianças de Alckmim

Depois de ser rejeitado pelo PR, deputado diz que o ex-governador tucano reuniu "a nata de tudo o que não presta no Brasil ao lado dele". PSL oficializa o nome do ex-militar na corrida ao Planalto, hoje, no Rio


postado em 22/07/2018 07:00 / atualizado em 22/07/2018 10:21

Durante evento de ontem, Bolsonaro voltou a segurar uma criança que, com as mãos, fez alusão a uma arma(foto: Reprodução/Facebook)
Durante evento de ontem, Bolsonaro voltou a segurar uma criança que, com as mãos, fez alusão a uma arma (foto: Reprodução/Facebook)


Um dia antes da convenção partidária do PSL, Jair Bolsonaro mirou no candidato tucano Geraldo Alckmin. Afirmou que o ex-governador de São Paulo “reuniu a nata de tudo o que não presta no Brasil ao lado dele”. Em solenidade de formatura de paraquedistas do Exército, no Rio de Janeiro, o deputado defendeu que a aliança com o blocão — grupo composto por DEM, PP, PRB e Solidariedade — pode até garantir tempo de televisão, mas, amarra o presidenciável à velha política. Foi a primeira vez que Bolsonaro endureceu o discurso ao falar de Alckmin.

O grupo que hoje desperta as críticas de Bolsonaro é o mesmo que ele tentou se aliar no início das conversas com os demais partidos. Em sabatina do Correio Braziliense, em 6 de junho, Bolsonaro foi questionado sobre a sua capacidade de governar e negociar com o Congresso. O capitão da reserva revelou uma espécie de carta de intenções rumo ao Centrão — que, agora, apoia Alckmin — em dar sustentação ao eventual governo dele. Durante o evento no jornal, o candidato foi questionado sobre o grau de fisiologismo do grupo e admitiu tal característica.

Bolsonaro, depois, disse que não estava se referindo aos deputados e senadores do Centrão ao atacar Alckmin. O parlamentar ainda explicou que mesmo com esse apoio dado aos tucanos, grande parte dos parlamentares das legendas em questão pretende apoiar um futuro governo seu. “Ele é um general sem tropa porque 40% dos deputados que compõem esses partidos têm um compromisso de governabilidade sem o toma lá da cá conosco”, explicou o deputado.

Namoro

Muito antes de tentar se aproximar do Centrão, Bolsonaro namorava o PR. Convidou publicamente o senador Magno Malta para ser seu vice. Malta declinou do convite em evento na Assembleia Legislativa do Ceará. Depois, desmentiu. E disse que as notícias veiculadas pela imprensa são “uma vergonha”. A desistência do senador, que chegou a sinalizar sua vontade de ser vice do capitão, deve-se, em parte à ala feminina do partido, que considerou a aliança prejudicial às suas candidaturas.

Bolsonaro deve ser oficializado hoje como o candidato do PSL à Presidência. O nome de seu vice ainda é mantido em segredo. O partido afirma estar “se aproximando” de, ao menos, quatro pessoas. Uma delas é Janaína Paschoal (PSL), uma das autoras do pedido de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Semana passada, a advogada negou o convite, mas disse “o temperamento dos dois formaria uma boa dupla”. O PSL respondeu dizendo que “ainda não chamou Janaína, porque alguns nomes estão na frente do dela”.

Ex-apresentadora é vetada pelo PMN

O Partido da Mobilização Nacional (PMN) rejeitou em convenção nacional o nome da ex-apresentadora Valéria Monteiro como candidata à Presidência da República. A executiva do partido já havia vetado o nome da jornalista, mas ela recorreu da decisão na Justiça e conseguiu assegurar a manutenção da pré-candidatura até a convenção. Antes da votação que rejeitou o seu nome, Valéria Monteiro pediu para falar e o presidente da legenda, Antonio Carlos Massarollo, negou, alegando que ela não era convencionada. Valéria reagiu e Massarollo pediu à segurança para retirá-la do evento. “Vai definir tudo na canetada, presidente?”, questionou a jornalista. Ela afirmou que deve entrar com uma ação para anular a convenção, que, segundo ela, “foi a demonstração de como o processo eleitoral brasileiro é fraudulento”. Durante a convenção, além de não ter candidatura própria, o partido decidiu ainda não apoiar a candidatura de outro partido no primeiro turno.
 
 

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