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Correio Braziliense

MPF dá prazo de 48 horas para Facebook explicar remoção de páginas do MBL

Procurador de Goiás pede que site informe quais foram as páginas e perfis excluídos e justifique a medida. Facebook afirma que ação busca combater as fake news


postado em 25/07/2018 16:31 / atualizado em 25/07/2018 16:48

A empresa está sendo investigada desde setembro de 2017(foto: Joel Saget / AFP )
A empresa está sendo investigada desde setembro de 2017 (foto: Joel Saget / AFP )
O Ministério Público Federal de Goiás (MPF-GO) solicitou explicações ao Facebook sobre a remoção de páginas ligadas ao Movimento Brasil Livre (MBL). De acordo com a rede social, foram removidas 196 páginas e 87 contas que espalhavam fake news.

Em ofício enviado à empresa, o procurador da República Ailton Benedito, que, desde setembro do ano passado investiga a rede social por supostos atos de censura e bloqueio de usuários brasileiros, determinou que o Facebook envie, no prazo de 48 horas, a relação de todas as páginas e perfis removidos e a justificativa fática específica para a exclusão. 

No pedido, o procurador destaca que as páginas tinham 500 mil seguidores e divulgavam informações de caráter político. “As normas constitucionais e legais que regulam a internet no Brasil atuam sempre com vistas à liberdade de expressão, ao direito de acesso de todos à informação, ao conhecimento e à participação na vida cultural e na condução dos assuntos públicos; e a impedir a censura, bem como a discriminação dos usuários, por motivo de origem, raça, sexo, cor, idade, orientação política, entre outros, competindo ao MPF atuar nesse sentido”, afirmou Benedito.

Notícias falsas

O Facebook informou no início da manhã desta quarta-feira (25/7), que foi desmobilizada “uma rede coordenada que se ocultava com o uso de contas falsas no Facebook, e escondia das pessoas a natureza e a origem de seu conteúdo com o propósito de gerar divisão e espalhar desinformação”. O foco da ação é impedir ou reduzir a propagação de notícias falsas durante o processo eleitoral deste ano.

Uma das páginas que saíram do ar tinha o nome de "Jornalivre", e possuía 128 mil seguidores. De acordo com postagens identificadas pela reportagem do Correio, os integrantes do MBL não escondiam que essa página era ligada ao grupo. 

Na publicações, a página "Jornalivre" atacava políticos e personalidades e usava manchetes e textos sensacionalistas e com uma grande quantidade de adjetivos para convencer os internautas das afirmações que fazia. 


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