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Correio Braziliense

Lista com 7 mil gestores com contas irregulares chega ao TSE

Levantamento foi realizado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e será usado para analisar a situação eleitoral de quem pretende se candidatar nas eleições deste ano


postado em 26/07/2018 18:51

Entre os listados estão prefeitos, governadores, deputados e gestores públicos(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)
Entre os listados estão prefeitos, governadores, deputados e gestores públicos (foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)

O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Raimundo Carreiro, entregou ao ministro Luiz Fux, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), uma lista com 7,4 mil gestores que tiveram as contas julgadas irregulares para fins eleitorais pela corte de contas. Os integrantes da lista podem ser declarados inelegíveis após os dados serem avaliados pela Justiça Eleitoral.

Entre os listados estão prefeitos, governadores, deputados e gestores públicos, que caso apresentem intenção de concorrer as eleições deste ano, podem ser enquadrados na Lei da Ficha Limpa, dependendo de cada situação. O ministro Luis Fux destacou que o levantamento é fundamental para proporcionar uma eleição limpa e transparente. "Ficha suja está fora do processo democrático. Vamos fazer uma análise célere destes casos e repassar as informações para os partidos, coligações e para o Ministério Público", afirmou. 

Os nomes dos gestores que tiveram as contas reprovadas podem ser acessados no Portal do TCU, organizados de acordo com os estados e municípios em que atuam.

Redes sociais


Ao receber a lista, o ministro Fux destacou as recentes ações realizadas por empresas que gereciam redes sociais para banir a prática das chamadas fake news, que é a difusão de notícias falsas por meio de grupos sociais usando a internet ou outros meios. "O Facebook baniu diversas páginas, como foi acordado nos encontros que tiveram conosco. O WhatsApp já está revelando quais mensagens são encaminhadas por outras pessoas. Não podemos aceitar a mentira no jogo democrático", afirmou. 


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