Publicidade

Correio Braziliense

'Esquece isso aí', diz Bolsonaro sobre arquivos secretos da ditadura

"A lei da anistia enterrou isso aí", afirmou durante entrevista ao programa Roda Vida, da TV Cultura


postado em 30/07/2018 23:15 / atualizado em 30/07/2018 23:31

(foto: Reprodução/TV Cultura)
(foto: Reprodução/TV Cultura)
 
O deputado federal e pré-candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, disse na noite desta segunda-feira (30/7) desconhecer os arquivos secretos da ditadura militar. "A lei da anistia enterrou isso aí", afirmou durante entrevista ao programa Roda Vida, da TV Cultura.

O presidenciável, aliás, se negou a chamar o regime militar de golpe e definiu o período como "uma ferida que tem que ser cicatrizada". "Esquece isso aí. O passado é [com] a Justiça e a história", disparou. "Quero pegar é os papéis do BNDES para ver para onde o pessoal da esquerda doou dinheiro. Isso o Brasil tem pressa e quer saber", acrescentou.

Bolsonaro também afirmou que, caso seja eleito, pretende revisar a política de cotas raciais e sociais nas universidades e concursos públicos. "Não posso dizer que vou acabar, porque depende do parlamento. Vou propor a diminuição do percentual", disse. O deputado ainda desdenhou do conceito de dívida histórica apresentado pelos jornalistas. "Nunca escravizei ninguém na minha vida. O português nem pisava na África. Os próprios negros entregavam os escravos. Que dívida é essa?", criticou.

Apesar disso, o pré-candidato negou ser racista — "se eu fosse deveria estar preso" — e disse que a denúncia a que responde por injúria racial é baseada em "calúnias": "Não vi maldade nisso. O racismo é você impedir o afrodescendente de fazer alguma coisa. Foi uma brincadeira. Pode ser uma brincadeira infeliz? Pode. Mas isso não é racismo".

Economia

Mais uma vez, o deputado reafirmou não entender de economia, apontando o economista Paulo Guedes como seu "posto Ipiranga" para o tema. Questionado sobre um eventual fim de relação com seu potencial ministro da Fazenda, Bolsonaro disse duvidar que isso possa acontecer, mas admitiu não ter um "plano B" econômico.

O parlamentar também comentou a reforma da Previdência. Segundo ele, é necessário aprovar uma reforma, "mas não essa que está aí". Ele também sinalizou que deve propor regras diferenciadas para militares: "Pega a expectativa de vida do policial militar. Tá muitíssimo abaixo dos 60 anos de idade".

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade