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Correio Braziliense

MPF divulga lista de contas excluídas pelo Facebook por divulgar fake news

Procurador da República investiga rede de usuários desde setembro de 2017


postado em 07/08/2018 07:33 / atualizado em 07/08/2018 08:09

Em comunicado, o Facebook informou que foram removidas 196 páginas e 87 contas de usuários (foto: Joel Saget/AFP)
Em comunicado, o Facebook informou que foram removidas 196 páginas e 87 contas de usuários (foto: Joel Saget/AFP)

O Ministério Público Federal (MPF) de Goiás divulgou, nessa segunda-feira (6/8), a lista de páginas e perfis excluídos pelo Facebook no último dia 25 de julho. A relação foi pedida pelo procurador da República Ailton Benedito. Entre as contas retiradas pela plataforma, estão usuários ligados ao Movimento Brasil Livre (MBL).
 
De acordo com o MPF, o procurador investiga o Facebook desde setembro de 2017 por “supostos atos de censura e bloqueio” de usuários brasileiros. Ao todo, foram retirados 196 páginas e 87 perfis (veja aqui a lista).

“Pelo grande interesse da sociedade nos fatos em apuração, o MPF dá publicidade e transparência às investigações e à lista recebida do Facebook”, publicou o procurador.

A plataforma alega que, após investigação, constatou que “as páginas e contas faziam parte de uma rede coordenada que se ocultava com o uso de contas falsas.”

Na resposta ao MPF, o Facebook acrescentou que as páginas e perfis pessoais trabalhavam para gerenciar ou perpetuar e enganar as pessoas, gerando desinformação.” 
 
Na lista estão páginas ligadas a ou que usam nomes de grupos políticos, como as do MBL de cidades do interior de São Paulo (Caraguatatuba, Jacareí, São José dos Campos e Taubaté), outras como Juventude Democratas, Instituto Liberal, DEM Mulher e Associação Politizada (essas de Joinville, Santa Catarina) e ainda as que levam o nome de Jair Bolsonaro, candidato do PSL à presidência da República.

Há também contas que usam identificações simulando nomes de veículos de imprensa como G1- Portal de Notícias, CBM News e Portal Saúde.

Uma das páginas que saíram do ar tinha o nome de "Jornalivre", e tinha 128 mil seguidores. De acordo com postagens identificadas pela reportagem, os integrantes do MBL não escondiam que essa página era ligada ao grupo.

Nas publicações, a página "Jornalivre" atacava políticos e personalidades e usava manchetes e textos sensacionalistas e com uma grande quantidade de adjetivos para convencer os internautas das afirmações que fazia.

O líder do MBL e pré-candidato a deputado federal pelo DEM, Kim Kataguiri, admitiu que apenas uma das páginas retiradas do ar pelo Facebook nesta quarta-feira, Brasil 200, é ligada ao MBL. Ele negou as acusações de fake news e disse que vai entrar na Justiça.

"Tinha uma que era, sim, ligada à gente, que é a Brasil 200. Mas a do Diário Nacional e do Jornal Livre não, são parceiros nossos", disse Kim, após participar na plateia do Fórum Reconstrução Brasil, promovido pelo grupo Estado. 
 

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