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Correio Braziliense

Bolsonaro afirma que vai retirar embaixada palestina do Brasil, caso ganhe

O presidenciável do PSL diz que a representação diplomática não pode funcionar em Brasília porque a "Palestina não é um país" e que pretende ampliar o diálogo com EUA, Israel e a Europa


postado em 07/08/2018 18:31 / atualizado em 07/08/2018 18:44

Foto de 2015 sobre a construção da nova representação diplomática da Palestina, em forma de Mesquita, no Setor de Embaixada Norte(foto: Paula Rafiza/Esp. CB/D.A Press)
Foto de 2015 sobre a construção da nova representação diplomática da Palestina, em forma de Mesquita, no Setor de Embaixada Norte (foto: Paula Rafiza/Esp. CB/D.A Press)
 
O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, afirmou nesta terça-feira (7/8), que, caso seja eleito, vai retirar a Embaixada da Palestina do Brasil. Para ele, a representação diplomática não pode existir em Brasília porque "a Palestina não é um país".

"A Palestina não sendo país, não teria embaixada aqui. ... Não pode fazer puxadinho, se não daqui a pouco vai ter uma representação das Farc aqui também", afirmou Bolsonaro, citando as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, organização paramilitar que atuou por cinco décadas na guerrilha local e que chegou a um acordo de paz com o governo do país em 2016.

Ao citar as negociações feitas pelo gestão da ex-presidente Dilma Rousseff com os palestinos, Bolsonaro classificou o governo da região como "terrorista".
 

Mercosul 


"A Dilma negociou com a Palestina e não com o povo de lá. Você não negocia com terrorista, então, aquela embaixada do lado do (Palácio do) Planalto, ali não é área para isso", disse.


Ele afirmou também que é preciso "dar a devida estatura" ao Mercosul. "A gente não pode ser um país com o PIB do tamanho de quase toda a América Latina e ficar subordinado a eles", afirmou.

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