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Correio Braziliense

ONG pede abertura de investigação por racismo contra vice de Bolsonaro

O general Hamilton Mourtão, do PRTB, disse, na segunda-feira, que o Brasil herdou a cultura de privilégios dos ibéricos, a indolência dos indígenas e a malandragem dos africanos


postado em 10/08/2018 20:02 / atualizado em 10/08/2018 20:04

Mourão deu a declaração quando falava sobre as condições de subdesenvolvimento do país e da América Latina(foto: Luiz Chaves/Palácio Piratini)
Mourão deu a declaração quando falava sobre as condições de subdesenvolvimento do país e da América Latina (foto: Luiz Chaves/Palácio Piratini)

A ONG Educação e Cidadania de Afrodescendentes (Educafro) pediu ao Ministério Público do Rio Grande do Sul, na tarde desta sexta-feira (10/8), a abertura de investigação por crime de racismo contra o general da reserva Hamilton Mourão (PRTB).

Candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro (PSL), Mourão disse na segunda-feira (6/8), que o Brasil herdou a cultura de privilégios dos ibéricos, a indolência dos indígenas e a malandragem dos africanos.

A declaração foi feita em um evento na cidade gaúcha de Caxias do Sul, quando Mourão falava sobre as condições de subdesenvolvimento do país e da América Latina. O general alegou posteriormente ter sido mal interpretado.
  
O advogado Marcello Ramalho, do escritório de Advocacia Bergher & Mattos Advogados Associados e quem representa a Educafro nesta demanda, explicou que a fala de Mourão pode ser enquadrada no artigo 20 da Lei do Crime Racial (7.716/1989). A pena para este tipo de crime é de reclusão de um a três anos e multa.

"Vamos aguardar a providência do Ministério Público, que vai colher as provas e, eventualmente, instaurar o inquérito", afirmou Ramalho.

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