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Correio Braziliense

PT pede autorização para que Haddad dê entrevistas no lugar de Lula

Solicitação foi feita à presidente do TSE, ministra Rosa Weber. Autorização pode ajudar a tornar o nome de Haddad mais conhecido do eleitor


postado em 24/08/2018 11:37 / atualizado em 24/08/2018 12:45

Caso Lula seja impedido de concorrer, Haddad é o nome mais provável para substituí-lo(foto: Ricardo Stuckert/Divulgação)
Caso Lula seja impedido de concorrer, Haddad é o nome mais provável para substituí-lo (foto: Ricardo Stuckert/Divulgação)
O PT e os partidos que integram a coligação O Brasil Feliz de Novo solicitaram, nesta sexta-feira (24/8), ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que o ex-presidente de São Paulo Fernando Haddad represente a chapa encabeçada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em entrevistas a veículos de comunicação.

Preso em Curitiba, Lula teve uma série de pedidos para conceder entrevistas à imprensa negados pela Vara de Execuções Penais da Justiça do Paraná. Haddad consta como candidato a vice-presidente no registro entregue ao tribunal.

No documento, endereçado à ministra Rosa Weber, presidente do TSE, e assinado pela senadora Gleisi Hoffmann, presidente da legenda, o PT pede que Lula seja liberado para conversar com jornalistas e veículos de imprensa, e que, caso essa solicitação seja negada, Haddad possa conceder entrevistas em seu lugar.
 

Transferência de votos 

Mesmo preso, Lula cresce nas pesquisas de intenções de voto. A dúvida, porém, é se, caso seja impedido de concorrer devido à Lei da Ficha Limpa, conseguirá transferir votos para o candidato que assumir seu lugar, muito provavelmente, Haddad. Colocar Haddad na mídia como representante de Lula é uma forma de torná-lo mais conhecido e ligar seu nome ao do ex-presidente.
 
Adversários do PT com mais chances de herdar votos de Lula, Ciro Gomes (PDT) e Marina Silva (Rede) apostam que, da cadeia, Lula não conseguirá ser um cabo eleitoral tão eficaz quanto foi com Dilma.
 
Para eleger a ex-presidente, Lula percorreu várias cidades com sua ex-ministra, apresentando-a como uma gestora eficaz e "mãe do PAC", o Programa de Aceleração do Crescimento. 

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