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Correio Braziliense

Quanto mais juro o banqueiro cobrar, mais imposto vai pagar, diz Haddad

Em discurso num carro de som, pouco antes de começar uma caminhada por uma rua de comércio popular em São Gonçalo, região metropolitana do Rio, Haddad citou as propostas do programa de governo do PT


postado em 28/08/2018 12:56 / atualizado em 28/08/2018 13:17

(foto: Ricardo Stuckert/Divulgação)
(foto: Ricardo Stuckert/Divulgação)
 

 

O candidato a vice-presidente pelo PT na chapa do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, Fernando Haddad, defendeu nesta terça-feira (28/8), a elevação do valor de isenção do Imposto de Renda (IR) e a cobrança progressiva de tributos sobre atividades financeiras, conforme o nível de juros cobrado do cliente final.

Em discurso num carro de som, pouco antes de começar uma caminhada por uma rua de comércio popular em São Gonçalo, região metropolitana do Rio, Haddad citou as propostas do programa de governo do PT. Para a tabela do IR, a proposta é estender a isenção até o valor de cinco salários mínimos. Já a tributação do sistema financeiro seria usada como incentivo para redução dos juros.

"Quanto mais juro o banqueiro cobrar, mais imposto vai pagar", afirmou Haddad, completando que, com a redução dos juros ao consumidor final, "a economia vai rodar".

Haddad também criticou o impeachment da ex-presidente da República Dilma Rousseff e pediu votos para o PT. "O 'golpe' conseguiu quase tudo, mas não conseguiu evitar as eleições", afirmou Haddad.

A caminhada em São Gonçalo é o segundo ato de Haddad na agenda de campanha no Rio. Mais cedo, ele visitou o Estaleiro Aliança, em Niterói, na região metropolitana do Rio.

O senador Lindbergh Farias (PT-RJ), a candidata do PT ao governo fluminense, Marcia Tiburi, as deputadas federais Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e Benedita da Silva (PT-RJ) participaram do ato ao lado de Haddad.

À tarde, está prevista uma entrevista coletiva de Haddad. À noite, Haddad segue para Belo Horizonte, onde cumpre agenda ao lado do governador de Minas, Fernando Pimentel (PT), e da ex-presidente Dilma Rousseff.

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