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Lula insiste em manter candidatura e PT vai recorrer ao Supremo e à ONU

Assim, o partido descarta, pelo menos por enquanto, substituir o ex-presidente por Fernando Haddad na disputa pela Presidência

que, antes da decisão do TSE, recomendou que o ex-presidente pudesse disputar as eleições.

Lula teve a candidatura barrada pelo TSE na madrugada de sábado (1;/9). Cinco ministros seguiram o entendimento do relator, Luís Roberto Barroso, de que o petista está inelegível por conta da condenação que sofreu, na 8; Turma do Tribunal Regional Federal da 4; Região (TRF-4), a 12 anos e um mês de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, no processo do tríplex do Guarujá (SP).

A Corte eleitoral também deu o prazo de 10 dias para a substituição do cabeça de chapa e autorizou que o partido participasse do horário eleitoral, mas com Lula aparecendo apenas como apoiador. Ou seja, suas aparições não poderiam ultrapassar 25% do tempo total.

Em sua breve fala na frente da Superintendência da PF, Haddad também comentou sobre a propaganda eleitoral. Mesmo após a determinação do TSE, Lula ainda apareceu como candidato em algumas peças veiculadas no rádio. "Tivemos um prazo muito exíguo de tempo para ajustar todas as plataformas. Levamos ao conhecimento do TSE todas as medidas que foram tomadas ainda na madrugada para ajustar toda a comunicação da campanha à decisão", explicou o petista. "Teve aqui e ali coisas pequenas, mas pequenas mesmo. O grosso da publicação foi totalmente ajustado", completou. O ex-prefeito ainda disse que viajaria nesta segunda para São Paulo para fazer ajustes em peças publicitárias.

Questionado sobre o risco de o PT ficar sem candidato nas eleições de outubro ; após insistir na defesa da candidatura de Lula ;, Haddad foi evasivo: "Vamos esperar a reação do STF às nossas demandas e, na sequência, nós damos novos esclarecimentos".