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Correio Braziliense

Temer e Alckmin lavam roupa suja e trocam farpas nas redes sociais

Após propaganda eleitoral do candidato à Presidência, Temer destacou a participação do PSDB no governo em críticas a Alckmin; ex-governador disse que o 'problema (do governo) é o presidente sem legitimidade e liderança'


postado em 06/09/2018 10:15 / atualizado em 06/09/2018 11:05

O presidente não cita, contudo, que o PSDB ainda faz parte do governo(foto: Nelson Almeida/AFP)
O presidente não cita, contudo, que o PSDB ainda faz parte do governo (foto: Nelson Almeida/AFP)
O presidente Michel Temer (MDB) voltou a “lavar a roupa suja” com o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin (PSDB). Nesta quinta-feira (6/9), o emedebista publicou novo vídeo nas redes sociais pedindo que o tucano “honre com a verdade”. Desta vez, ressaltou a participação da legenda durante os dois anos do atual governo.

Em quase 1m30s de vídeo, Temer perpassa sobre os cargos ocupados pelo PSDB no governo. Ressaltou que os tucanos José Serra (SP) e Bruno Araújo (PE) ocuparam os ministérios das Relações Exteriores e Cidades, respectivamente. “Agora, volto a falar com você (Alckmin) para dizer como o PSDB me ajudou no governo e foi base do governo”, declarou.
 
 

O emedebista lembra, ainda, que nomeou o tucano Antônio Imbassahy (BA) ao ministério da Secretaria de Governo da Presidência da República. “Mais tarde, levei o PSDB para dentro do Palácio (do Planalto), por meio do nosso prezadíssimo Imbassahy, que fez um belíssimo trabalho, de natureza política. Ajudou tanto meu governo que pode, hoje, vir a apoiar você, evocando exata e precisamente aquilo que fizeram no meu governo”, ponderou Temer. 

Os três ministros deixaram o governo ao longo de 2017. Serra alegou motivos de saúde e resignou em fevereiro. Imbassahy e Araújo largaram as pastas após metade do PSDB ter votado pela aceitação da segunda denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Temer, com base nas delações da JBS e de Lúcio Funaro, acusado de ser operador financeiro de esquemas de corrupção do MDB. 

O presidente não cita, contudo, que o PSDB ainda faz parte do governo. O ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, é senador licenciado pela legenda. “PSDB apoiou meu governo. Não faça como aqueles que falseiam e mentem para conseguir votos, influenciado pelo marqueteiro. Seja realista. Conte exatamente a verdade”, concluiu Temer.
 
Na noite dessa quarta-feira (5/9), Temer já havia usado as redes sociais para fazer duras críticas a Alckmin. Temer rebateu aquilo que chamou de 'falsidades' da campanha eleitoral do tucano e ressaltou que parte de sua base apoia Alckmin nestas eleições.

Alckmin diz que 'o problema é o presidente' 

Durante uma sabatina, na manhã desta quinta-feira (6/9), o candidato à Presidência rebateu as acusações. "Eu não votei no Temer, ele era da chapa da Dilma. Eles se escolheram duas vezes. Houve um impeachment, acompanhado de perto pelo STF, e nós temos responsabilidades para com o Brasil e os brasileiros. Votamos no que acreditamos, independentemente de fazer parte do governo", disse o ex-governador de São Paulo.

 

"O problema do governo Temer não são os ministros, mas o presidente, que não tem nem a liderança nem a legitimidade necessárias", continuou o tucano.

 

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