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Correio Braziliense

Autor de facada contra Bolsonaro disse que 'agiu a mando de Deus'

Adélio Bispo foi interrogado por policiais federais quando foi preso e falou em "motivação divina" para o ataque


postado em 06/09/2018 19:07 / atualizado em 06/09/2018 19:34

(foto: Divulgação / Polícia Militar)
(foto: Divulgação / Polícia Militar)

Policiais federais que acompanhavam o deputado Jair Bolsonaro, quando ele foi atingido por uma facada desferida por Adélio Bispo de Oliveira, de 40 anos, contaram que o agressor disse "agir por ordens divinas". Adélio foi indagado pelos agentes durante o deslocamento para a delegacia.

De acordo com o presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), Luís Boldens, os policiais indicaram que ele aparenta ter problemas psicológicos. "Ao ser preso, ele afirmou que teve uma motivação divina, que agiu a mando de Deus. Isso fez com que os policiais duvidassem da sanidade mental do agressor", disse.

Em 5 de julho, Adélio esteve no ".38 Clube e Escola de Tiro ", o mesmo frequentado por Eduardo e Carlos Bolsonaro, filhos do parlamentar. Ele foi até o local apenas neste dia, e não é filiado. Qualquer pessoa pode frequentar o clube, mesmo sem estar entre o quadro de associados. O dono da escola de tiro é amigo pessoal da família Bolsonaro há anos.   

Bolsonaro estava sendo acompanhado por quatro agentes da PF quando foi atacado. De acordo com informações obtidas pelo Correio, ele vinha recebendo e seguindo frequentes recomendações de segurança. 

O deputado já foi inclusive orientado a alterar algumas rotas e compromissos de agenda para evitar situações de risco. O autor da facada publicou diversas mensagens sobre Bolsonaro nas redes sociais e em um deles disse que o parlamentar "faz parte de um clã satânico". 
 

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