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Correio Braziliense

Jungmann cobra de candidatos cumprimento de orientações de agentes da PF

A recomendação de Jungmann é que os candidatos façam campanha respeitando uma programação e os chamados 'círculos de defesa' primário e secundário


postado em 07/09/2018 14:50 / atualizado em 07/09/2018 16:01

(foto: Antonio Cunha/CB/D.A Press)
(foto: Antonio Cunha/CB/D.A Press)
O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, saiu em defesa dos policiais federais que participavam da segurança do candidato do PSL, Jair Bolsonaro, no atentado sofrido durante campanha em Juiz de Fora (MG). O auxiliar do presidente Michel Temer isentou os agentes de culpa e sustentou ser “praticamente impossível” fazer a proteção nas condições em que o presidenciável estava, carregado por apoiadores. Responsável pela Polícia Federal (PF), ele sugeriu nesta sexta-feira (7/9) a todos os presidenciáveis a “corresponsabilidade” e o “compromisso” de obedecer as determinações e orientações estabelecidas pela instituição.

A recomendação de Jungmann é que os candidatos façam campanha respeitando uma programação e os chamados “círculos de defesa” primário e secundário. “É para evitar atitudes como se tornar um alvo extremamente visível e se lançar fora de controle em uma massa que vive com o candidato. Existem situações, equipamentos e percurso que devem ser evitados. Há toda uma análise feita”, destacou.

O ministro ressaltou que, no ato do ataque, Bolsonaro estava em uma posição de maior visibilidade a potenciais agressores. Deputado federal licenciado, Jungmann reconhece que todo candidato quer fazer o “corpo a corpo” com os eleitores, mas prega que a ação seja feita respeitando as orientações dos agentes de segurança. “Se você diz: ‘olha, não vá para os braços, para dentro da multidão. Fica difícil, fica muito alto (se carregado por  apoiadores) e vira um alvo preferencial fácil’. Se os candidatos não seguem esse tipo de orientação, não dá para culpar a equipe que é responsável pela segurança do candidato”, reforçou. 

A proteção de Bolsonaro é feita por 21 agentes da PF. Entre os cinco presidenciáveis que cobraram proteção, O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, saiu em defesa dos policiais federais que participavam da segurança do candidato do PSL, Jair Bolsonaro, no atentado sofrido durante campanha em Juiz de Fora (MG). O auxiliar do presidente Michel Temer isentou os agentes de culpa e sustentou ser “praticamente impossível” fazer a proteção nas condições em que o presidenciável estava, carregado por apoiadores. Responsável pela Polícia Federal (PF), ele sugeriu nesta sexta-feira (7/9) a todos os presidenciáveis a “corresponsabilidade” e o “compromisso” de obedecer as determinações e orientações estabelecidas pela instituição.

A recomendação de Jungmann é que os candidatos façam campanha respeitando uma programação e os chamados “círculos de defesa” primário e secundário. “É para evitar atitudes como se tornar um alvo extremamente visível e se lançar fora de controle em uma massa que vive com o candidato. Existem situações, equipamentos e percurso que devem ser evitados. Há toda uma análise feita”, destacou.

O ministro ressaltou que, no ato do ataque, Bolsonaro estava em uma posição de maior visibilidade a potenciais agressores. Deputado federal licenciado, Jungmann reconhece que todo candidato quer fazer o “corpo a corpo” com os eleitores, mas prega que a ação seja feita respeitando as orientações dos agentes de segurança. “Se você diz: ‘olha, não vá para os braços, para dentro da multidão. Fica difícil, fica muito alto (se carregado por  apoiadores) e vira um alvo preferencial fácil’. Se os candidatos não seguem esse tipo de orientação, não dá para culpar a equipe que é responsável pela segurança do candidato”, reforçou. 

A proteção de Bolsonaro é feita por 21 agentes da PF. Entre os cinco presidenciáveis que cobraram proteção, ele é o que tem mais policiais à disposição. Na campanha de ontem, 13 agentes foram escalados para cuidar da segurança. Por motivos de revezamento, os outros oito estavam fora da escala. Além deles, 50 policiais militares trabalhavam para garantir a integridade do candidato. 

O cerne da questão, reforçou Jungmann, não é o quantitativo de agentes empregados. O ministro ressaltou que, nos Jogos Olímpicos, o então presidente da França, François Hollande, contou com o apoio de nove agentes da PF. O auxiliar de Temer não deu maiores detalhamentos, mas sinalizou que o fato de Bolsonaro ter mais servidores da instituição à disposição é um sinal de que o risco de ele ser alvejado havia sido analisado. “Cada candidato tem uma análise de risco. E cada análise de risco determina a equipe necessária para fazer a segurança. Se levar em conta o efetivo, a análise de risco dele foi o que determinou o maior número de policiais federais”, justificou.


Reforço


Além de Bolsonaro, solicitaram segurança à PF os candidatos do PSDB, Geraldo Alckmin, do PDT, Ciro Gomes, do Podemos, Alvaro Dias, e da Rede, Marina Silva. Somados os agentes empenhados na proteção dos cinco presidenciáveis, a PF disponibilizou 80 policiais. Depois do atentado, esse contingente será aumentado em uma média de 60%, afirmou Jungmann. 

A ampliação do efetivo atende um pedido de Temer. Jungmann afirma que o emedebista pediu “apuração absolutamente rigorosa” e o reforço da segurança dos candidatos. Mas o governo não planeja apenas aumentar o quantitativo. O ministro reforçará aos presidenciáveis a importância de respeitar as orientações dos policiais. Por isso, a PF convocou uma reunião para este sábado (8/9) com os chefes de segurança e os coordenadores de campanha dos candidatos para conversar pessoalmente “um a um”. “Estamos com um pessoal competente que, até hoje, cumpriu e tem cumprido com suas obrigações e tem evitado mal maior. Agora, se os candidatos não seguem as orientações, obviamente fica praticamente impossível fazer a segurança”, reforçou.

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