Após ataque, Bolsonaro tem 30% das intenções de voto, segundo pesquisa

Dados são de pesquisa BTG/FSB divulgada na manhã desta segunda-feira (10/9). Ciro aparece em segundo, seguido de Marina, Alckmin e Haddad

Deborah Fortuna
- Foto: Raysa Leite/AFP 
Após ser vítima de uma facada durante campanha eleitoral em Juiz de Fora (MG), o candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) atingiu 30% das intenções de voto, segundo pesquisa BTG/FSB feita nos dias 8 e 9 e divulgada nesta segunda-feira (10/9).
No levantamento, ele lidera a corrida eleitoral. Foram ouvidos 2 mil eleitores com idade a partir dos 16 anos, pelo telefone. Outras pesquisas feitas após o ataque, com metodologia mais precisa, devem ser divulgadas ainda hoje.
 
O índice, que considera a consulta estimulada, representa um aumento de 4 pontos percentuais em relação à pesquisa do mesmo instituto feita anteriormente, entre 1º e 2 de setembro. Na pesquisa espontânea (quando os nomes dos candidatos não são mostrados para os entrevistados), Bolsonaro tem 26%, ante 21% no levantamento anterior.
 
Quanto à rejeição (índice de eleitores que dizem não votar de jeito nenhum em determinado candidato), Bolsonaro manteve os 51% do levantamento anterior. Marina Silva (64%), Geraldo Alckmin (61%), Henrique Meirelles (52%) e Fernando Haddad (52%) têm rejeição maior. Ciro Gomes aparece com os mesmo 51%.  
 
Ainda de acordo com o cenário estimulado, Ciro Gomes (PDT) segue em segundo lugar no ranking, com 12% das intenções de voto, seguido por Marina Silva (Rede), Geraldo Alckmin (PSDB) e Fernando Haddad (PT), com 8%. Os votos brancos/nulos chegam a 3%, e o percentual de entrevistados que afirmaram não votar em ninguém é de 13%. 

Já no cenário espontâneo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve uma queda de 21% para 12% e, agora, ocupa o segundo lugar nas pesquisas.
Ciro aparece com 7%, seguido por João Amoêdo (Novo), com 3% — empatado com Alckmin, Marina e Fernando Haddad (PT). Nesse cenário, 20% responderam que ainda não sabem em quem votar, e 13% disseram que não votariam em ninguém. 

Voto definitivo

A pesquisa também questionou se o voto era definitivo, ou seja, se havia chance de mudar até outubro. Nesse sentido, Bolsonaro também é quem lidera a fidelidade do eleitor, com 78% de “certeza”. Em seguida, vem Haddad, com 68%. 

Lula e Haddad 

Após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) barrar a candidatura de Lula ao Planalto, 20% dos eleitores do ex-presidente afirmaram que votariam em Haddad, caso o vice assuma a chapa. Outros 12% responderam que “poderiam votar”, e 63% disseram que “não votariam de jeito nenhum” no ex-prefeito de São Paulo. 


Rejeição

Marina Silva (Rede) é a candidata com mais rejeição, com 64%, seguida por Alckmin, com 61%, e Meirelles, com 52%. 

Desconhecimento 

Guilherme Boulos (PSol), Vera Lúcia (PSTU) e João Goulart Filho (PPL) seguem como candidatos menos “conhecidos” entre o público. 
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