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Correio Braziliense

Polícia Federal deflagra 53ª fase da Operação Lava-Jato em três estados

A 53ª fase da Operação Lava-Jato cumpre mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Paraná e Bahia


postado em 11/09/2018 06:43 / atualizado em 11/09/2018 07:14

(foto: AFP / Nelson ALMEIDA)
(foto: AFP / Nelson ALMEIDA)
Cerca de 180 Policiais Federais estão nas ruas na manhã desta terça-feira, (11/9), e cumprem 36 ordens judicias, entre mandados de busca e apreensão e ordens de prisão, nas cidades de Salvador/BA, São Paulo/SP, Lupianópolis/PR, Colombo/PR e Curitiba/PR. A Operação Piloto é a 53ª fase da Operação Lava-Jato.

 

A PF apura o suposto pagamento milionário de vantagem indevida no ano de 2014, pelo Setor de Operações Estruturadas do grupo Odebrecht, em favor de agentes públicos e privados no Paraná, em contrapartida ao possível direcionamento do processo licitatório para investimento na duplicação, manutenção e operação da rodovia estadual PR-323 na modalidade parceria público-privada.
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As condutas investigadas, segundo a PF, podem configurar os delitos de corrupção ativa e passiva, fraude à licitação e lavagem de dinheiro. O nome dado à operação policial remete a codinome atribuído pela Odebrecht em seus controles de repasses de pagamentos indevidos a investigado nesta operação policial.  

Os presos serão conduzidos à Superintendência da Polícia Federal em Curitiba (PR) onde permanecerão à disposição da Justiça.

Lava-Jato

 

A fase anterior da Lava-Jato, batizada de Greenwich, foi deflagrada em 21 de julho. Na ocasião, a Polícia Federal cumpriu 11 mandados de prisão contra suspeitos de fraudar a contratação de serviços para a Petroquisa (Petrobras Química), favorecendo empresas do grupo Odebrecht.

 

Os nove mandados de busca e apreensão e um de prisão preventiva foram cumpridos nas cidades do Rio de Janeiro, Recife e Timbaúba (PE). De acordo com a PF, os indícios já reunidos pelos investigadores demonstram que a Odebrecht era favorecida na obtenção de contratos de prestação de serviços às subsidiárias da Petrobras. Em troca, seus executivos favoreciam os funcionários da estatal envolvidos no esquema.
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Ainda segundo a PF, os processos de contratação eram direcionados pelos funcionários das subsidiárias da Petrobras responsáveis pela seleção das prestadoras de serviço. Eles estabeleciam parâmetros que só as empresas participantes do esquema podiam atender.

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