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Correio Braziliense

PT oficializa Haddad como candidato ao Planalto no lugar de Lula

A decisão foi informada em frente à sede da Polícia Federal, em Curitiba, onde o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está preso. Manuela D'ávila (PCdoB) assume como vice na chapa


postado em 11/09/2018 14:59 / atualizado em 11/09/2018 17:32

Fernando Haddad (PT) e Manuela D'ávila (PCdoB) confirmam chapa presidencial para as eleições de 2018 (foto: NELSON ALMEIDA/CB/D.A Press)
Fernando Haddad (PT) e Manuela D'ávila (PCdoB) confirmam chapa presidencial para as eleições de 2018 (foto: NELSON ALMEIDA/CB/D.A Press)

O PT oficializou na tarde desta terça-feira (11/9) a candidatura do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad na disputa ao Planalto, em substituição ao nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva — impedido de concorrer pela Lei da Ficha Limpa. A chapa conta agora com Manuela D'ávila (PCdoB) como vice. O partido tinha até 17h para fazer a troca ou ficaria sem postulante à Presidência da República nas eleições de outubro, depois de decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

 

O anúncio foi feito em frente à sede da Polícia Federal, em Curitiba por volta das 15h. Mais cedo, a Executiva Nacional do partido se reuniu e aprovou o nome do novo candidato. Na reunião, em um hotel no centro da capital paranaense, Haddad, que havia se encontrado com Lula pela manhã, leu uma carta do ex-presidente dirigida aos correligionários. Estavam presentes a presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), a ex-presidente cassada Dilma Rousseff, o senador Lindbergh Farias (RJ) e o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, além de outros dirigentes petistas.

 

Em ato na frente da sede da PF em Curitiba, com início pro volta das 17h30, o partido anunciou a decisão. Acompanhe ao vivo:

 

Preparativos  

Mais cedo, nas redes sociais, a sigla publicou um vídeo (assista abaixo) no qual Haddad citava a indignação de Lula com "tanta injustiça", e voltou a criticar a retirada da candidatura pelo TSE. Segundo o candidato, essa decisão contraria a ONU. “Lula pediu: vamos continuar juntos, unidos”, disse. Haddad também comentou que o ex-presidente ganharia a eleição, mas "insistem" em retirá-lo da campanha. 

 

Horas antes, o senador Lindbergh Faria (PT-RJ) também postou, nas redes sociais, um vídeo no qual mostrava os preparativos para o anúncio em frente a PF. "É um dia triste, mas é um dia que eu tenho uma convicção: a força do Lula vai ser maior do qualquer coisa nesta eleição. Não tenho dúvida em afirmar que vamos eleger o próximo presidente da República", disse. 

 

 

 

Popularidade 

Na última pesquisa do Datafolha, divulgada nesta segunda-feira (10/9), o ex-prefeito de São Paulo atingiu 9% das intenções de voto — empatado tecnicamente pela margem de erro com Geraldo Alckmin (PSDB), Marina Silva (Rede) e Ciro Gomes (PDT). Ainda de acordo com a pesquisa, Haddad aparece em quarto lugar no ranking de rejeição, com 22%. 

 

Nas redes sociais, o partido iniciou um movimento a favor da chapa formada pelo ex-prefeito e por Manuela. No Twitter, a sigla pediu para que os eleitores fizessem um "tuitaço" com a hashtag #HaddadÉLula. Por volta das 15h10, a hashtag estava em primeiro lugar nos trending topics da rede social.

 

Decisão 

Nesta segunda-feira (10/9), a defesa de Lula recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir que a troca dos nomes fosse feita até o dia 17 de setembro — data prevista no calendário da Justiça Eleitoral para a substituição de postulantes. O pedido foi negado pela presidente da Corte, a ministra Rosa Weber.  

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