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Correio Braziliense

Bolsonaro é levado ao centro cirúrgico para operação de emergência

O candidato foi submetido a uma nova cirurgia para correção de aderências entre as alças intestinais


postado em 12/09/2018 22:20 / atualizado em 13/09/2018 09:59

(foto: Reprodução/ Twitter)
(foto: Reprodução/ Twitter)
O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, deu entrada no centro cirúrgico do hospital Albert Einstein na noite desta quarta-feira (13/9), para um procedimento de urgência. A cirurgia, que não estava prevista até o início desta noite, tem como objetivo corrigir aderências entre as alças intestinais do parlamentar, o boletim médico divulgado pela unidade de saúde. 

Durante a tarde, Bolsonaro teve náusea e distensão abdminal. O último boletim, divulgado por volta das 19h desta quarta, dava conta do estado de saúde do presidenciável, internado no Albert Einstein desde a última sexta-feira (7/9), um dia após ser esfaqueado durante um ato político em Juiz de Fora (MG). Apesar de seguir estável, o quadro de saúde dele continua grave.

À noite, por volta das 23h, a equipe médica do presidenciável divulgou uma nova nota, informando do procedimento não esperado. Três médicos assinam o boletim: Dr. Antônio Luiz Macedo, cirurgião; Dr. Leandro Echenique, clínico e cardiologista; e o Dr. Miguel Cenderoglo, diretor Superintendente do Hospital Israelita Albert Einstein.
 
O procedimento teve duração de aproximadamente uma hora. A assessoria de imprensa do Hospital Albert Einstein informou que a cirurgia foi bem-sucedida. Segundo o hospital, outros detalhes serão divulgados no boletim médico da manhã, às 10 horas desta quinta-feira (13/9).

O presidenciável foi operado pela primeira vez na última quinta-feira (6/9) na Santa Casa de Juiz de Fora (MG), após ter sido atingido por uma facada durante ato de campanha na cidade.
 
 
No primeiro boletim médico do dia, divulgado nas primeiras horas da manhã, os médicos informaram que a alimentação via oral liberada ao candidato teria sido suspensa, exatamente por causa de uma distensão abdominal. Segundo os médicos, o inchaço teria sido provocado pelo acúmulo de ar na região. Desde então, ele teria retornado a receber, apenas, alimentação por sonda. 

Às véspéras do feriado da Indepedência, Bolsonaro estava nos ombros de um apoiador quando um homem se aproximou e desferiu o golpe. O deputado foi socorrido imediatamente e levado à Santa Casa da Misericórdia.
 
 
Nas redes sociais, o filho do candidato, o deputado estadual Flávio Bolsonaro, pediu orações para que a cirurgia do pai fosse concluída com sucesso. Ele relembrou que o estado de saúde de presidenciável  ainda é muito grave. 
 
O candidato vinha apresentando boas melhoras clínicas. Estava na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e foi levado para  semi-intensiva nessa terça-feira (12/9), o que demonstrou uma evolução no quadro, apesar de ainda ser considerado grave. Agora, porém, após essa nova cirurgia hoje, ele voltou à UTI. Ainda não há previsão de alta. Antes havia uma previsão de dez dias de internação, agora esse prazo será aumentado, mas não se sabe por quanto tempo.
 
Bolsonaro perdeu 2,5 litros de sangue com a facada, o que fez com que ele chegasse à emergência da Santa Casa já em estado grave, com a pressão arterial muito baixa.  
 
(foto: Guilherme Leite/Folhapress)
(foto: Guilherme Leite/Folhapress)
 
 
O homem que desferiu o golpe no candidato ao Planalto líder de pesquisas foi identificado como Adélio Bispo de Oliveira, 40 anos. Ele participava do corpo a corpo promovido pelo político no centro de Juiz de Fora, quando lhe atacou. Ele foi preso em flagrante, indiciado na Lei de Segurança Nacional, que prevê punições a crimes com motivação política. Ele foi transferido ao presídio federal de Campo Grande (MS), dois dias depios de ser preso.
 
Adelio vivia em Juiz de Fora havia cerca de 15 dias. Na pensão onde morava, foram apreendidos um notebook e dois celulares, além dos dois que ele carregava no momento em que esfaqueou Bolsonaro. Nesta quarta, a Polícia Federal fez apreensões que podem mudar os rumos da investigação contra ele.

Foram encontrados pela PF em um quarto de uma pensão onde
Adelio estava hospedado em Juiz de Fora, um cartão de crédito internacional do Banco Itaú e dois cartões da Caixa Econômica Federal, sendo um de conta corrente e de outro de conta-poupança. Foram recolhidos extratos dos dois bancos em nome de Adelio. Também foi apreendido um recibo no valor de R$ 430 em nome dele.  
 

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