Publicidade

Correio Braziliense

Guilherme Boulos diz, no Rio, que dará indulto a Lula se for eleito

No entanto, o candidato do PSOL lembrou as diferenças que seu partido tem com o PT (a legenda nasceu de uma dissidência, há 15 anos), e criticou práticas petistas, como alianças com o MDB


postado em 18/09/2018 12:57 / atualizado em 18/09/2018 13:40

Ao defender a descriminalização do aborto, Boulos esclareceu que sua campanha não se pauta pelo
Ao defender a descriminalização do aborto, Boulos esclareceu que sua campanha não se pauta pelo "pragmatismo eleitoral" e por orientações de marqueteiros (foto: Nelson Almeida/AFP)
 

 

O candidato do PSOL à Presidência da República, Guilherme Boulos, disse nesta terça-feira (18/9) que dará indulto ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), preso pela Lava-Jato, caso seja eleito. "Defender o Lula diante de uma condenação injusta é defender a democracia", afirmou Boulos, em sabatina na Pontifícia Universidade Católica do Rio, diante de estudantes.

"Foi uma condenação sem provas, com base em delações. Quando o Judiciário escolhe quem pode participar de eleições, estamos longe de uma democracia", afirmou o candidato. "Mas a seletividade judicial no Brasil não começou nem terminará com Lula. Daria indulto também ao Rafael Braga (jovem preso durante manifestações de 2013 por portar um frasco de produto de limpeza)".

O candidato do PSOL lembrou as diferenças que seu partido tem com o PT (a legenda nasceu de uma dissidência, há 15 anos), e criticou práticas petistas, como alianças com o MDB. "É lamentável ver o (candidato Fernando) Haddad tirando foto com Renan Calheiros e Eunício Oliveira", disse.

Boulos também mencionou Jair Bolsonaro (PSL), líder das pesquisas de intenção de voto. "Ele surfa no medo, na desilusão. Temos que derrotar a barbárie, a extrema-direita, o fascismo. A cada dia essa turma ganha asas. O clima que se criou no Brasil é de veneno, ódio e violência".

Ao defender a descriminalização do aborto, Boulos esclareceu que sua campanha não se pauta pelo "pragmatismo eleitoral" e por orientações de marqueteiros. "A nossa conta é outra, é no sentido de elevar a consciência política no País. O papel de uma campanha presidencial é também trazer os grandes temas à discussão, como o respeito à diversidade sexual, a desmilitarização da polícia, a descriminalização das drogas e o combate ao racismo", afirmou.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade